Brasileiros comentam a diferença do novo carro da Indy para 2012

Freios, pedais, aderência e pressão aerodinâmica estão entre os fatores aos quais os pilotos estão tendo de se adaptar

Chassi da Indy é completamente novo

O novo carro da Fórmula Indy ainda é uma coisa muito nova para os pilotos. Cada um dos quatro brasileiros que irão correr na prova de São Paulo descrevem pontos distintos sobre o DW12.

Tony Kanaan vê os freios como a maior diferença do carro do ano passado, já que agora eles são de carbono e não mais de aço.

"Onde demorei mais para me adaptar foram nos freios de carbono que realmente param muito mais rápido, tem uma maneira diferente de você esquentá-los. Nos motores, é muito legal escutar o barulho dos turbos”, confessou.

Já Helinho, além de ter que tirar a desvantagem de tempo para seu companheiro de equipe Will Power, que começou a treinar com o carro bem antes, o brasileiro que corre com o numeral três agora usa uma técnica que fazia na época do kart: frear com o pé esquerdo.

"Antes eu freava com o pé direito, agora, como são só dois pedais, eu freio com o esquerdo como se fosse no kart", completou.

Mais crua no carro, Bia Figueiredo teve pouco contato com este novo bólido da Indy, que para ela, tem um comportamento um pouco distinto do carro de 2011.

"O carro tem mais grip [aderência] e downforce [pressão aerodinâmica] e o volante é mais pesado que o do ano passado", comentou a paulistana, que neste último quesito, teve a mesma "reclamação" que Rubens Barrichello, o estreante na Indy 300.

"Estou acostumado com a direção hidráulica dos Fórmula 1. Com esse carro sem a assistência, você fica sem a sensibilidade da pista. Para melhorar, estou até providenciando um volante maior, mas ele só ficará pronto para a corrida de Indianápolis", confessou Rubens.

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