Justin Wilson morre aos 37 anos

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Em estado de coma desde ontem, britânico deixa mulher e duas filhas

A notícia que ninguém gostaria de ouvir foi anunciada na noite desta segunda-feira em Indianápolis. O piloto Justin Wilson não resistiu aos ferimentos ocasionados pelo choque do pedaço do carro de Sage Karam em sua cabeça, durante a etapa de Pocono neste domingo. Wilson estava em coma desde a noite de ontem e permaneceu assim até o fim da tarde de hoje.

"Este é um dia triste para a INDYCAR e a comunidade do automobilismo como um todo", disse Mark Miles, CEO da Hulman & Co., que administra a INDYCAR e o Indianapolis Motor Speedway.

"A capacidade de Justin para dirigir um carro de corrida foi acompanhada por sua inabalável bondade, caráter e humildade. Isso fez dele um dos mais respeitados membros do paddock. Como sabemos, nosso esporte é uma grande família e nossos esforços agora estão focados em torno da família de Justin para assegurar o apoio de que necessitam durante este tempo incrivelmente difícil. "

Confira a carreira de muita luta de Wilson através de belas imagens

O britânico, nascido na cidade de Rotherham em 31 de julho de 1978, tinha como hobbies ciclismo, mini-golfe, videogames, kart e helicópteros de controle remoto. Em 2006, Wilson se casou com Julia, com quem teve duas filhas: Jane Louise e Jessica Lynne, de sete e cinco anos, respectivamente.

Automobilismo

Justin Wilson começou a correr de kart em 1987. Nos anos 1990, Wilson competiu na Fórmula Vauxhall – sendo vice-campeão em 1996 – e foi campeão da temporada inaugural da Fórmula Palmer Audi, em 1998.

No ano seguinte, o piloto foi para a extinta F3000 e, em 2001, sagrou-se campeão da categoria, estabelecendo o recorde de pontos (71) e pódios (10) na mesma temporada, além de vencer com a maior vantagem sobre o segundo colocado na história do certame (36 pontos).

Em 2002, Wilson competiu na temporada de estreia da World Series, vencendo em Valência e Interlagos, além de terminar no pódio em seis outras etapas. No mesmo ano, fez o primeiro teste na Champ Car (antiga CART), com a Newman/Haas. A entrada na F1 se deu em 2003, na Minardi. Nas cinco últimas provas daquela temporada, o britânico substituiu Antonio Pizzonia na Jaguar e conquistou o único ponto na categoria no GP dos EUA.

Sem lugar na Jaguar para 2004, Wilson se transferiu para a Champ Car, pela Conquest. No ano seguinte, o piloto foi contratado pela RuSPORT e conquistou o primeiro triunfo na categoria, em Toronto – ele ainda venceria a prova final daquele ano, no México, e terminando o campeonato em terceiro. No ano seguinte, veio uma vitória em Edmonton e encerrou o ano como vice-campeão. Em 2007, a RuSPORT se fundiu com a Rocketsports e surgiu a RSPORTS, equipe pela qual Wilson triunfou na Holanda e chegou ao vice-campeonato pela segunda temporada seguida.

No ano de 2008, a IRL e a Champ Car se reunificaram e o piloto substituiu Sébastien Bourdais na Newman/Hass, conquistando a última vitória da tradicional equipe – que encerrou as atividades em 2011 – nas ruas de Detroit. Para a temporada seguinte, Wilson se associou à Dale Coyne, dando à equipe a primeira vitória na Indy, em Watkins Glen. Em 2010 e 2011, o britânico foi para a Dreyer & Reinbold, mas os resultados não foram bons.

Nas três temporadas seguintes, Wilson retornou à Dale Coyne, triunfando no Texas em 2012 e terminando em sexto lugar em 2013. Nesse período, o piloto participou de duas etapas da V8 Supercars (em 2012), sem resultados expressivos. O primeiro contato com a Andretti se deu neste ano, quando o piloto participou das provas de Indianápolis – a etapa no misto e as 500 Milhas. Depois, o piloto estreou na F-E, no ePrix de Moscou, também pelo time de Michael Andretti, terminando a prova em décimo.

Além da carreira nos monopostos, Wilson fez breves participações em provas de endurance. Em 2002 e 2004, o piloto disputou as 12 Horas de Sebring, tendo como melhor resultado um sexto lugar no ano de estreia. Ainda em 2004, o britânico fez as 24 Horas de Le Mans – a única participação dele na lendária corrida de longa duração – mas não completou a prova. Nas 24 Horas de Daytona, Wilson estreou em 2006, ao lado do brasileiro Oswaldo Negri, A.J. Allmendinger e Mark Patterson, terminando em segundo.

O britânico disputou a prova em mais três oportunidades, vencendo a 50a edição, em 2012 – novamente ao lado de Negri e Allmendinger, mas com a presença de John Pew como quarto integrante do protótipo da Ford que triunfou no tradicional circuito norte-americano.

Desde Milwaukee, Wilson vinha participando consecutivamente das etapas da temporada 2015 da Indy pela Andretti, até que o acidente em Pocono interrompeu a vida do britânico.

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