Campeão no kart, Piquet "desconhecido" já jogou futebol

Rodrigo, sobrinho de Nelson Piquet, coleciona títulos no kart e conseguiu bolsa de estudos em universidade americana por causa do futebol

O clã Piquet é um dos maiores e mais importantes do mundo do automobilismo. Além do próprio Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1, outras alas da família colecionam boas histórias e títulos. Só neste ano, Nelson Piquet Jr. conquistou a primeira temporada da Fórmula E e Pedro Piquet, o outro filho de Nelson, ganhou com folga o bicampeonato da F3 brasileira.

Mas mesmo com um número impressionante de conquistas, há ainda quem não receba tantos holofotes. Trata-se de Rodrigo Piquet, sobrinho de Nelson e que possui histórias curiosas na sua carreira dentro do automobilismo e também na Autotrac, empresa de Nelson, fundada em 1994, na qual exerce a função de diretor de novos negócios.

Rodrigo, que se prepara para o Sulamericano de Kart em Vespasiano, Minas Gerais, falou com exclusividade ao MOTORSPORT.COM sobre o início da carreira, que foi um pouco diferente do habitual. Seu primeiro contato não foi com o kart.

"Cheguei a fazer Fórmula Ford na Europa, em divisões escola. Estava previsto de fazer a categoria principal quando o Nelson voltasse das 500 Milhas de Indianápolis de 1992, mas com o acidente, a família ficou assustada e o sonho de correr acabou naquele momento", afirmou.

Depois de um período nos Estados Unidos, Rodrigo finalmente teve o primeiro contato com o carro em que 9 entre 10 pilotos começam carreira no automobilismo.

"Quando voltei ao Brasil, o Nelsinho (Piquet) estava começando a andar de kart e comecei a participar com ele. Nessa época eu já tinha 24 para 25 anos. Isso foi um hobby que acabei levando a sério. Sempre competi em categorias acima de 25 anos, que é a sênior."

E com as competições, os títulos. "Hoje eu sou tricampeão brasileiro, campeão da Copa Brasil, 10 vezes campeão brasiliense, já ganhei corrida junto com Nelsinho, corri com o Nelson, de carro, uma competição de mil quilômetros em Brasília, entre outras conquistas."

Se o início de carreira de Rodrigo não seguiu padrões de qualquer jovem piloto que dá os primeiros passos no automobilismo, imagine acrescentar um outro esporte no meio. Depois da consternação da família Piquet após o acidente de Nelson na preparação das 500 Milhas de Indianápolis, Rodrigo foi estudar nos Estados Unidos e conseguiu uma bolsa de estudos de maneira curiosa.

"A universidade que acabei indo, a University of Alabama in Huntsville, tinha um time de futebol. Fiz um teste para entrar e era um time basicamente composto de africanos e eu era bom de bola, era meia direita. Acabei conseguindo uma bolsa. Era titular do time, mas no meu último ano acabei rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho, o que acabou encerrando minha carreira de jogador de futebol."

Por falar em futebol, Rodrigo falou sobre o caso de seu tio, quando esteve à bordo da Brabham que venceu o primeiro título da F1 em Interlagos, em 2011. Na época, quando dava uma volta no circuito, Nelson exibiu uma bandeira do Vasco. Muitos falavam que seria mais uma provocação aos corintianos, que brigava pelo título brasileiro daquele ano com a equipe carioca, do que amor verdadeiro ao time e ao futebol.

"O Nelson é vascaíno mesmo, desde criança, e gosta de zuar os flamenguistas. Em Interlagos, quando ele desfilou com a Brabham era porque ele era vascaíno e porque sabia que o Galvão Bueno era flamenguista."

Rodrigo Piquet está participando do Sul-Americano de Kart, no kartódromo RBC Racing, em Vespasiano, MG. O campeonato corre juntamente com a Copa Brasil de kart, em evento que reúne mais de 250 pilotos. Piquet, de 42 anos, compete pelas categorias Sênior e Sudam Sênior.

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Sobre este artigo
Categorias Kart
Pilotos Rodrigo Piquet
Tipo de artigo Entrevista