Cacá dispara: “acho a decisão da CBA absurda e descabida”

Voltando ao paddock da Stock Car após uma etapa fora, piloto da Red Bull mostra preocupação com futuro do automobilismo no Brasil

Depois de cumprir sua pena de suspensão por uma etapa por ter chamado a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) de “bando de imbecis” pelo rádio após a corrida 1 da etapa de Ribeirão Preto, Cacá Bueno voltou ao paddock da Stock Car bastante chateado para a Corrida do Milhão neste final de semana em Goiânia.

O piloto carioca foi multado em R$ 50 mil além de ver a liderança do campeonato que detinha por seis pontos evaporar após a rodada de Curitiba há duas semanas.

Agora, Cacá está 27 pontos atrás de Marcos Gomes na tabela, e ocupa a terceira posição empatado com o companheiro de equipe Daniel Serra.

Questionado pelo Motorsport.com se sua vontade de vencer o campeonato e a Corrida do Milhão aumentou depois da punição sofrida, Cacá Bueno respondeu: “Minha vontade é a mesma. Não mudou em nada.”

“Se eu falar que estou com mais vontade agora, significa que estava deixando a desejar antes - o que não é verdade. Talvez não esteja com a mesma alegria. Não é um final de semana tão feliz. Estou aqui muito chateado com o que aconteceu. Temos que respeitar a decisão do tribunal, mas ainda acho a decisão da CBA e o veredito absurdos, descabidos e, principalmente, fora de medida.”

“Acho que eles quiseram mostrar força e poder. Conseguiram. Sempre soubemos que eles tinham essa força. Mas gostaria que eles depositassem esse poder e essa força em outros lugares do automobilismo. Queria vê-los mais preocupados com a nossa segurança, com o nosso crescimento profissional e com o cuidado dos autódromos. Queria vê-los depositando essa energia em outras áreas.”

Para o pentacampeão, o Brasil vive seu pior momento no esporte a motor. “Não sei se é o momento mais triste da minha carreira. Mas sei que é o momento mais triste do nosso automobilismo.”

“Quantos autódromos foram fechados recentemente? Brasília, Rio de Janeiro, e tem Curitiba, que pode ser vendido ou não. Temos Londrina precisando de reformas, e tudo mais. Quantos brasileiros temos tentando ir para a F1? Quase nenhum. Quantos tínhamos há 15 anos, e quantos temos hoje? Onde estão nossas categorias de fórmula de base? Quase nada. E já tivemos Fórmula Ford, Fórmula Chevrolet e Fórmula Renault com bons grids.”

Cacá crava que o momento complicado irá refletir no futuro próximo do automobilismo nacional. “Essa gestão não reflete a curto prazo. É lá na frente. Não temos um kartódromo no Rio de Janeiro. Antes tínhamos dois kartódromos e um autódromo.”

“Só eu e meio irmão somos cariocas e corremos aqui. Daqui uns cinco ou seis anos, quando eu e meu irmão tivermos nos aposentado, não vai mais ter carioca. Isso porque não tiveram cuidado com o automobilismo.”

“Corremos o risco de não ter renovação na Fórmula 1 e na Indy. Temos o Hélio (Castroneves) e o Tony (Kanaan) na Indy. Que idade eles tem? Estão lá desde os anos 90. Cadê a renovação? Vivemos de esforços particulares para promover o automobilismo”, finalizou.

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