Primeiras impressões VW Amarok V6 - Maldade no coração

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Primeiras impressões VW Amarok V6 - Maldade no coração
26 de fev de 2018 15:27

Novo motor de 3 litros coloca a Amarok no posto de picape média mais potente do país

A primeira aparição pública dela foi em novembro de 2016, no Salão do Automóvel. Foi uma apresentação tímida, no fundo do estande da VW, em uma plataforma giratória um pouco longe da multidão. Depois disso, ficou a expectativa de seu lançamento como opção mais potente à versão 2.0 TDI (180 cv e 42,8 kgfm de torque). Até que em dezembro do ano passado começou - e acabou - a pré-venda. Estamos falando da Amarok V6, que somente agora é lançada oficialmente. Será que tanta espera valeu a pena? É o que fomos conferir no primeiro test-drive da picape.  

O que é

A única novidade da Amarok 2019 (sim, a VW já está colocando nas lojas a linha 2019 da picape) é o motor. Trata-se de um V6 de 3.0 litros com espaçamento de 90º entre as duas bancadas de cilindros e turbo de geometria variável, movido a diesel. É o mesmo usado pela Audi em modelos como o Q7, porém com calibração mais conservadora. São 225 cv de potência e 56,1 kgfm de torque, além de uma "mágica" chamada Overbooster, para a alegria da turma que tem o pé pesado. Com o recurso, são 20 cv a mais e até 4 kgfm extras que entram em ação por até 10 segundos quando aceleramos a fundo. 

A transmissão é a mesma da versão de 4 cilindros, com câmbio automático ZF de 8 marchas e o sistema de tração integral "4Motion" automático. O conjunto, no entanto, foi reforçado para segurar a bronca do motor mais forte. 

Exclusividade da Amarok V6, o sistema de freios é composto por discos ventilados nas 4 rodas, sendo os dianteiros de 332 mm e os traseiros de 300 mm, com proteção para o uso fora-de-estrada. Visualmente, você só identificará uma Amarok V6 pelo logotipo na tampa traseira e na grade dianteira, além da capa dos retrovisores na cor preta. É bom ficar esperto na estrada.

Como anda?

Digo que é bom ficar esperto com a Amarok V6 pois, de fato, ela vai se impor no desempenho. Para o teste, a marca preparou um trajeto pela Rodovia dos Bandeirantes (São Paulo), uma autoestrada larga e perfeita para ver como se comporta a picape média mais potente do país. Além do visual parrudo, que já impõe respeito nos demais motoristas da faixa da esquerda, toda a força e potência da Amarok ficam bem evidentes quando se está ao volante. 

Observe a rotações em que ocorrem os números de potência e torque e perceba que eles se cruzam, o que faz deste V6 um coração sempre batendo forte. Cravo o pé no acelerador na saída do pedágio e vejo que, se ali fosse uma pista de arrancada, daria trabalho até mesmo para alguns esportivos. Segundo a VW, a aceleração de 0 a 100 km/h requer apenas 8 segundos. Tiraremos a prova disso em nosso teste instrumentado em breve. 

Um ponto já positivo na Amarok, seu conforto neste tipo de situação chama a atenção. Apesar de ter a suspensão firme, na estrada ela trata bem os passageiros. Para o motorista, oferece uma posição de dirigir confortável, bem próxima de um carro de passeio. O motor V6 deixa passar apenas aquele ronco característico dos "seis bocas", e nada das "castanholas" típicas dos diesel. Aos leigos, parece uma picape V6 a gasolina. 

Aos que irão usar a Amarok na estrada de terra, saiba que vão pular um pouco. A suspensão continua rígida, e a direção ainda hidráulica fica leve em velocidade, porém pesada na hora de manobrar. Chevrolet S10 e Ford Ranger já adotam caixas elétricas, mais modernas. 

Entre os itens para o fora de estrada, temos assistente de subida, controle de descida, ABS off-road e diferencial com blocante traseiro, que trabalham junto com a tração 4x4 permanente para sair de situações complicadas. Não tem caixa de transferência com redução, mas a primeira das oito marchas atua como reduzida na trilha. Com mais força, a Amarok V6 tem mais potencial para este tipo de uso. Mas ainda está mais voltada para o público urbano do que os que irão pro meio da lama. 

Quanto custa?

Por R$ 184.990, a Amarok V6 Highline veio com preço abaixo do esperado pelo mercado. Quando a VW confirmou que importaria a picape para o Brasil, a especulação era acima dos R$ 200 mil. São R$ 14 mil a mais que a mesma versão com o motor 2.0 TDI (que foi alvo do dieselgate no passado), incluindo igual pacote de equipamentos. A lista inclui central multimídia com tela de 6,5" e espelhamento de smartphones (Apple CarPlay e Android Auto), ar-condicionado de duas zonas, painel de instrumentos com tela central colorida, bancos em couro, controles de tração e estabilidade, faróis de xenônio e outros itens. 

A Volkswagen espera não apenas oferecer uma nova versão, mas também ampliar as vendas da Amarok com o novo motor. De fato, os principais alvos são Chevrolet S10, com seus 200 cv e 51 kgfm de torque no 2.8 turbodiesel, e a Ford Ranger e os seus 200 cv e 47,9 kgfm de torque no 3.2 turbodiesel. Com preço competitivo diante da concorrência, só fica devendo alguns itens como airbags extras e tecnologias de condução, como piloto automático adaptativo e leitor de faixas, por exemplo. Mas, quando o assunto for desempenho, aí não tem pra ninguém.

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