Alonso descarta frustração: “Tenho melhor trabalho do mundo”

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Alonso descarta frustração: “Tenho melhor trabalho do mundo”
Por: Matt Beer
25 de jun de 2018 10:06

Fernando Alonso negou que sentiu-se particularmente frustrado por andar no fundo do pelotão no GP da França uma semana após vencer as 24 Horas de Le Mans, afirmando que, apesar dos pesares, possui “o melhor trabalho do mundo”.

Fernando Alonso, McLaren
Fernando Alonso, McLaren MCL33, runs off track
Fernando Alonso, McLaren MCL33, returns to the pits
Fernando Alonso, McLaren MCL33
Stoffel Vandoorne, McLaren MCL33
Fernando Alonso, McLaren MCL33
Fernando Alonso, McLaren MCL33

O espanhol e seu parceiro, Stoffel Vandoorne, tiveram um fim de semana complicado em Paul Ricard, sendo que ambos foram eliminados ainda no Q1.

Na corrida, houve mais dificuldades, de modo que os dois passaram longe da zona de pontuação.

No fim, Alonso recolheu aos boxes no fundo do pelotão na volta final, com um problema na suspensão traseira.

Questionado sobre a dificuldade do contraste de resultados, Alonso negou qualquer decepção por estar na F1. “Prefiro estar aqui em último do que estar assistindo pela televisão. Somos 22 pilotos [sic], fazendo o melhor trabalho do mundo”, explicou, em entrevista ao canal oficial da F1 no YouTube.  

“Não fomos competitivos neste fim de semana. Fomos muito mal, mas estamos em sétimo [ele agora é oitavo] no campeonato, então talvez algo de bom esteja acontecendo.”

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O piloto também sentiu que a McLaren estava “empolgada demais” nas conversas pelo rádio durante o GP da França.

Ele havia colocado pneus novos durante o safety car da primeira volta na tentativa de ir até o fim, mas conseguiu progredir pouco. Ele voltou à últimas posições depois de parar novamente em uma malsucedida tentativa de fazer a melhor volta da prova.

No começo da corrida, o engenheiro de Alonso, Will Joseph, disse ao piloto pelo rádio sobre as possibilidades de chuva e que havia a chance de Carlos Sainz – que, àquela altura, estava em quinto – ficaria atrás de Alonso quando fizesse seu pitstop.

Mas Alonso se distanciou dos pilotos que estavam à frente no pelotão intermediário e, depois, declarou pelo rádio que “não se importava muito” com o que acontecia na corrida.

Perguntado posteriormente sobre as conversas, Alonso disse que percebeu que a equipe estava sendo pouco realista.

“No rádio, a equipe estava definitivamente empolgada demais, me dizendo as diferenças para o cara que estava em quinto, o cara que estava em sexto”, explicou.

“Eu estava em último depois do safety car e tinha um problema com os freios superaquecendo. Eu tinha um jogo de pneus para toda a corrida, porque paramos na volta 1 para colocar pneus amarelos, entõ acho que foi uma corrida defensiva.”

“Não é frustração”, mas sabemos que, neste fim de semana, não fomos competitivos.”

Alonso disse que esteve em desvantagem desde o início pelo fato de que nenhum piloto que evitaram os acidentes da primeira volta pela área de escape foram penalizados.

“Desde a largada tivemos de evitar vários acidentes à nossa frente”, disse. “As pessoas pareceram cortar caminho no circuito e nada aconteceu. Nós permanecemos no circuito e ficamos em último fazendo isso.”

Depois, ele rodou enquanto disputava posição com Sebastian Vettel, e sentiu que o piloto da Ferrari poderia ter lhe dado mais espaço.

“Funcionou bem para ele desta vez, mas, em outras vezes, não funcionou tão bem assim”, indicou.

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Evento GP da França
Localização Circuit Paul Ricard
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Autor Matt Beer