Análise: F1 pode fazer mais na questão do peso dos pilotos

O Grupo Estratégico da F1 apareceu com uma sensível solução para o problema do peso dos pilotos com a implementação de um lastro mínimo de 80 kg.

Isso é algo que venho defendendo há anos, porque simplesmente não é correto para um piloto que pesa 75 kg de forma saudável ter que fazer dieta só porque o carro está com sobrepeso.

Nos anos 80 e 90, o peso do piloto não era parte do peso do carro, e havia dimensões mínimas para o tamanho do cockpit, sendo que pilotos pequenos e leves eram primoridiais.

Mas tudo mudou, e para o melhor, mas ainda há mais que pode ser feito.

Se as mudanças planejadas forem de fato trazidas para 2019, então espero que as regras levem em consideração todos os fatores relacionados ao posicionamento e peso dos pilotos.

O cockpit ainda é um pouco curto demais para pilotos do tamanho de Nico Hulkenberg, e, como normalmente os pilotos mais altos também são os mais pesados, uma diferença de cinco centímetros faria grande diferença em como um piloto alto senta no carro.

Se irão usar o peso base de um piloto como 80 kg, então, se o piloto tiver 65 kg, ele precisará usar 15 kg.

Isso poderá ser posicionado na parte de baixo do banco, e ainda assim haveria uma vantagem para os pilotos menores e mais baixos, já que isso reduziria o centro de gravidade.

O lastro precisa ser montado no encosto do banco e espalhado em uma certa área que seja relativa ao centro de gravidade de um piloto. Desta forma, os pilotos menores e mais leves não terão vantagem alguma.

Se as dimensões do cockpit forem aumentadas em 5 cm, isso poderá ser chegado antes de colocar qualquer lastro para o piloto.

O fato de pilotos mais leves serem normalmente menores significa que o banco terá mais espaço vazio na parte de trás, o que significa também que haverá mais espaço para lastro extra. 

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Categorias Fórmula 1
Tipo de artigo Análise