Após Monza, Silverstone é outra pista que corre riscos na F1

Parcela de pagamento de 2015 ainda não foi efetuada, além de não haver fundos para quitação

Nas últimas semanas aconteceram várias discussões sobre o futuro do GP da Itália de Fórmula 1 em Monza, mas agora parece que um novo debate sobre a permanência de outra pista histórica vai se iniciar: Silverstone.

Apesar de ter contrato em vigor até 2026, Silverstone está encontrando dificuldades em obter fundos para pagar a parcela do contrato com a FOM (algo em torno de 16 milhões de libras). Na verdade, a crise atual é tão profunda que a prestação do GP deste ano ainda não foi paga.

"Eles vão pagar a corrida deste ano no próximo. Dei permissão para fazerem isso, caso contrário, já teria fechado o evento", confirmou Bernie Ecclestone, que agora quer uma carta de crédito para dar o sinal verde para a realização etapa do ano que vem.

Além disso, foram feitos trabalhos na pista e um novo paddock que aumentaram as dívidas, já que não se conseguiu abater a diferença nos preços dos ingressos e de não contar com o financiamento público.

Patrick Allen, diretor do circuito, confirmou as dificuldades ao jornal inglês The Telegraph: "Posso garantir um evento futuro? Não, eu não posso. Posso dizer a Bernie Ecclestone 'não se preocupe, você vai ter o seu dinheiro para os próximos 10 anos'? Também não. É claro, porém, Silverstone fora da F1 seria muito triste, não só para a Grã-Bretanha, mas para o esporte a motor em geral".

A esperança é encontrar um personagem rico e apaixonado para assumir o circuito: "Precisamos de alguém com muito dinheiro, que gosta de automobilismo, que queira lucrar com Silverstone, mas que também esteja disposto a assumir o risco de tentar amortizar os balanços."

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