Após problemas com Van der Garde, chefe da Sauber admite erro

Monisha Kaltenborn diz que se sentiu chocada quando soube que poderia ter sido presa antes de GP na Austrália

Um dos episódios mais bizarros da história da Fórmula 1 quase terminou mal para a equipe Sauber, há pouco menos de duas semanas em Melbourne, na Austrália. O time, por não cumprir o contrato com o holandês Giedo van der Garde, viu o piloto mover uma ação judicialcontra si para correr a temporada.

[publicidade]Apesar da Suprema Corte de Victoria ter dado ganho de causa para o ex-piloto de testes da equipe suíça, um acordo foi feito para que os pilotos Felipe Nasr e Marcus Ericsson pudessem continuar com seus lugares. A chefe da equipe, Monisha Kaltenborn, chegou a quase ser presa, e o time a quase ter seus bens confiscados.

"Quando você se senta em um tribunal australiano e ouve a palavra 'prisão', isso é um choque", falou Kaltenborn ao jornal suíço SonntagsBlick.

Kaltenborn, cuja equipe teve de pagar 15 milhões de Euros (equivalente a R$ 53 milhões) para Van der Garde, admitiu que cometeu erros em sua manipulação da situação.

"Sim, eu cometi erros. Estava muito confiante e fui punida amargamente", acrescentou ela.

"Os tribunais não julgam por princípios morais. Para eles, acordos escritos se aplicar sem que se refiram a outras circunstâncias."

Kaltenborn também revelou que o episódio poderia ter tido um final diferente em Melbourne caso Van der Garde conseguisse obter de fato sua superlicença para correr na F-1.

"Se ele tivesse recebido uma licença da FIA, ele teria tentado de tudo para dirigir", acrescentou Kaltenborn.
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