Aston se vê como “perturbadora” para novas regras da F1

Fabricante compreende ponto de vista das atuais marcas envolvidas, mas diz que quer mudanças importantes para se comprometer a partir de 2021

A Aston Martin acredita que está no papel de “perturbadora” no debate acerca das novas regras de motores da F1 para a temporada de 2021.

A fabricante britânica se mostrou “encorajada” pela direção dos planos do regulamento, revelados pela F1 em outubro.

Contudo, houve certa resposta negativa das fabricantes atuais da categoria, com Mercedes, Renault e Ferrari levantando dúvidas a respeito da nova direção.

Enquanto que a Aston Martin compreende a abordagem, ela também deixou claro que iniciaria um programa na F1 de forma diferente das atuais fabricantes.

“Estamos muito conscientes de que as atuais fabricantes tentarão levar o esporte em direção àquilo que elas tiverem agora”, disse o presidente da Aston Martin e diretor executivo da marca, Andy Palmer, ao Motorsport.com.

“Eu faria igual se estivesse no lugar deles. Nós estamos como os perturbadores, o que eu gosto. Se formos fazer um motor, não faríamos sozinhos. Começaríamos a procurar por parceiros.”

“É uma parceria do ponto de vista técnico e de fabricação. Estamos iniciando os estudos agora, em paralelo à criação das regras.”

É fundamental para o comprometimento da Aston com a F1 que os custos de produção e, consequentemente, de desenvolvimento sejam reduzidos – e Palmer acredita que ainda há um caminho pela frente.

“Montamos uma carta e a enviamos à FIA e ao Liberty dizendo: ‘Isso é o que pensamos’ do ponto de vista de uma fabricante independente”, disse.

“O principal ponto em nossa posição é tentar padronizar a parte final para que uma fabricante independente possa comprar de outras pessoas.”

“Não há competição nesse lado. Vamos nos livrar do sistema de recuperação de calor e o turbocompressor. Há centenas de pessoas trabalhando em algo que não é tão relevante.”

“No outro lado de nossa reivindicação estava o limite do custo de desenvolvimento, o que é principalmente em torno das horas de dinamômetro, assim como fazemos no [desenvolvimento] do chassi.”

“Isso ainda não foi abordado. O que veio à tona foi um bom reflexo daquilo que pedimos, então é encorajador.”

“Isso significa que ainda estamos interessados em perseguir isso. Não somos uma empresa enorme. Precisamos gastar dinheiro de forma cuidadosa, o que significa que a limitação das áreas de dinamômetro será um próximo passo fundamental. Temos um ano para amadurecer as regras.”

Enquanto que Palmer estabilizou a posição financeira da Aston Martin nos últimos anos, a busca por um investimento adicional está em sua programação.

“Não somos a empresa que éramos há três anos, então não estamos tão apertados em dinheiro. Mas também não é algo sem limites”, disse.

“Vejo uma forma de bancar isso caso entre no critério que estabelecemos como algo aceitável. Ainda preciso convencer meu conselho nisso.”

“Entendo naquilo que estamos nos metendo. Sou originalmente um engenheiro de motores e temos dois engenheiros altamente profissionais da F1, e temos a Red Bull por trás.” 

Aston Martin detail
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Photo by: Rainier Ehrhardt

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