Banco do Brasil anuncia saída da Sauber e complica Nasr

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Mesmo após ponto em Interlagos, banco estatal alega crise e decide rever estratégia de patrocínio na F1

Mesmo depois de um importante nono lugar no GP do Brasil há menos de duas semanas, Felipe Nasr agora tem um grande problema para se manter na Sauber para a próxima temporada da Fórmula 1.

O piloto brasiliense de 24 anos não conta mais com o apoio do Banco do Brasil, um dos maiores anunciantes da Sauber desde sua chegada, em 2015.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira à imprensa, o Banco do Brasil disse que não renovará seu acordo com a Sauber que termina no fim deste ano.

"O patrocínio da equipe Sauber F1 não será renovado ao final da temporada", disse o comunicado.

"Durante as negociações com a equipe, o Banco do Brasil estabeleceu que a renovação do acordo de patrocínio dependeria da chegada de outros patrocinadores brasileiros - o que não aconteceu."

O comunicado acrescentou que a difícil situação financeira do Brasil fez com que a empresa fosse forçada a repensar sua estratégia de patrocínio.

"O Banco do Brasil reconhece o talento de Felipe Nasr e tem orgulho de ser o patrocinador que foi responsável por sua entrada na F1. No entanto, por razões orçamentárias e devido a uma revisão em nossa estratégia de marketing, entendemos que é necessário rever o investimento na categoria."

A situação efetivamente significa que a única esperança de Nasr na F1 reside na Manor, que pode estar à procura de dois novos pilotos se Wehrlein for para a Sauber.

Ironicamente, o resultado do GP do Brasil de Nasr tornou a vida da Manor mais difícil pelo impacto financeiro que o time deve sofrer após ser batido pela Sauber no campeonato de construtores.

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