Barrichello deixa caminho aberto para um retorno à F-1

Piloto diz que decisão da Williams que o tirou da equipe foi puramente comercial e admite correr na Indy

Barrichello, hoje, durante teste na F-Indy

 

Orgulhoso de sua história na F-1 e esperançoso de que a perda da vaga na Williams para 2012 pode não ser o fim de sua carreira na categoria, Rubens Barrichello fez questão de ressaltar que a decisão da equipe britânica foi puramente comercial.

“Eu também levaria uma cota de patrocínio para a equipe. Havia fechado com a BMC - Brasil Máquinas, o que me deu elevadas esperanças de permanecer no time, também pelas facilidades de meu contrato, condicionando salário aos resultados conquistados. Mas é público que a Williams tem hoje dificuldades com o orçamento, perdeu alguns dos seus principais patrocinadores, e se viu obrigada a optar por um contrato que pudesse colaborar mais com as suas necessidades. A decisão foi única e exclusivamente financeira, não há dúvida, sem demérito para ninguém, por favor. Vamos ver como ficará, agora, o desenvolvimento do carro, com essas dificuldades”, afirmou, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

Sem vaga na categoria para este ano, Barrichello segue com o objetivo de disputar sua 20ª temporada.

"Hoje não tem vaga mais em aberto. Mas se surgir uma oportunidade, o sonho de disputar minha 20.ª temporada na Fórmula 1 continua vivíssimo. Nunca se sabe. Às vezes as coisas, pelos mais distintos motivos, mudam e você, com sua velocidade e experiência, pode vir a ser chamado. O Kimi Raikkonen e o Michael Schumacher voltaram, por qual razão eu não poderia também?"

“Sinto, sim, orgulho de ter disputado 19 temporadas. Nestes anos todos vi muitos e muitos pilotos entrarem e saírem. Eu fiquei. Fiquei 19 anos porque o meio me quis. E me pagou por isso. Estou super em paz.”

Barrichello perdeu a vaga para o também brasileiro Bruno Senna, que leva para a equipe uma importante quantia em patrocínio.

“Torço, agora, pelo Bruno. Tem a seu favor que pegará um carro melhor que o meu do ano passado. Se tiver disponibilidade financeira, a Williams pode crescer. Vai depender muito também, como disse, do trabalho de seus pilotos para ditar os rumos do desenvolvimento. Conversei com os engenheiros e eles me sinalizaram existir avanços importantes nos ensaios do novo modelo.”

Barrichello, que faz nesta semana um teste com a equipe KV, reconheceu que existe a possibilidade de disputar a Indy sem correr nas etapas disputadas em ovais, uma vez que havia prometido à mulher, Silvana, que não participaria desse tipo de prova.

“Como não tenho contrato com ninguém, não há nada que me impeça de testá-lo. Estou indo para esse teste com a mente bem aberta. Se sair do carro com aquela paixão que sempre tenho quando piloto, por que não? Amo as corridas.”

Apos tanto tempo em evidência, muitas vezes sendo algo de críticas e piadas, Barrichello reconheceu que a conduta de determinadas áreas da imprensa deixou a desejar.

“Gostaria de fazer algo para cobrar um pouco mais de responsabilidade de setores da mídia, em especial a internet. Alguns pseudo-profissionais fazem o que bem entendem, sem responsabilidade, levianamente, sem se dar conta da extensão do que fazem, ou, pior, conscientemente. Isso ocorre mais aqui, no Brasil. Está errado. É preciso que esse tipo de cidadão seja punido, pelo crime que cometeu, até para outros pilotos não serem tratados da mesma forma. Se eu puder colaborar para coibir essas irresponsabilidades estarei disponível.”

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