Brawn destaca corte de gastos e relevância dos motores de 2014

compartilhar
comentários
Brawn destaca corte de gastos e relevância dos motores de 2014
Por: Julianne Cerasoli
28 de jun de 2011 09:07

Chefe da Mercedes afirma que novidade aproxima a F-1 da realidade da indústria automobilística

Brawn acredita que regras estão no caminho certo

De olhoo nos avanços da indústria automobilística no sentido de se tornar mais “verde”, a F-1 promete uma revolução nos motores. Depois de muita briga entre os fabricantes e a FIA nos bastidores, na semana passada saiu a decisão de que motores V6 farão sua estreia em 2014 – diferentemente dos V4 prometidos inicialmente para 2013.

“Acho que há várias considerações a fazer quando se muda o motor da F-1 e, obviamente, a indústria automobilística está mudando. A grande questão é o quão relevantes ou relutantes podemos ser”, definiu Ross Brawn.

Para o chefe da Mercedes, é importante que o novo motor caminhe na mesma direção que a indústria automobilística.

“Não queremos nos tornar dinossauros em cinco ou dez anos e vejo que a tecnologia com a qual estamos trabalhando nesses novos motores são as mesmas que serão usadas nos carros de rua no futuro: compactos, turbo, injeção direta, sistemas especiais de Kers. Essa é a tecnologia que será utilizada, e não os atuais V8 aspirados.”

O dirigente garantiu que a diminuição significativa do consumo de combustível continua sendo uma das prioridades, mesmo após o ajuste nas mudanças.
“Estamos mantendo os mesmos objetivos de eficiência que tínhamos com o V4, então provavelmente será mais desafiador com o V6. Uma das metas é diminuir o consumo nos anos seguintes, o que creio ser um desafio muito interessante. O que não queremos é uma pane seca na última volta. Queremos eficiência mensurada de combustível, correr com misturas ricas de motor e controlá-las de uma maneira que tenhamos corridas interessantes.”

Brawn revelou ainda que o conceito de corte de gastos que está em vigor desde 2010 na construção de chassis e nos gastos das equipes está sendo transferido para os motores.

“A FIA está trabalhando com os fabricantes para determinar um custo para desenhar, construir e desenvolver o motor. Essa é uma iniciativa muito importante para encorajar novos fabricantes a entrar na modalidade, porque eles farão isso por um preço definido e não gastarão mais do que o previsto. Eles vão ter de ser mais espertos que os outros com a mesma quantidade de dinheiro.”

O inglês não acredita que os fabricantes voltem atrás na decisão.

“Estou confiante de que esse é o resultado final. Acho que a ideia inicial não teve o consenso completo. Todos os fabricantes de motores que hoje estão na categoria assinaram um acordo que indica que esse é o motor que teremos no futuro. É o máximo que podemos fazer.”

Próxima Fórmula 1 matéria
Pilotos reconhecem campeonato difícil, mas não decidido

Previous article

Pilotos reconhecem campeonato difícil, mas não decidido

Next article

Ferrari trabalha intensamente na fábrica para Silverstone

Ferrari trabalha intensamente na fábrica para Silverstone
Load comments

Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Autor Julianne Cerasoli
Tipo de matéria Últimas notícias