Brawn justifica novo motor: “punições fazem da F1 uma farsa”

Diretor de competição da FOM fala que proposta de nova unidade de potência deixará campeonato mais atraente

Desde 2014 com motores híbridos, a Fórmula 1 prepara uma nova revolução nas unidades de potência para o ano de 2021. A categoria irá abolir o uso do MGU-H, aumentar a rotação dos motores a combustão em 3000 giros e dar ao piloto a possibilidade de regular o uso do sistema híbrido do carro, composto apenas do MGU-K.

A ideia não foi bem recebida de início pelos times, que consideram que muito dinheiro será gasto para um novo desenvolvimento de motores.

Porém, Ross Brawn, diretor de competição da F1, diz que é necessário pensar no futuro do esporte.

"O motor atual é uma peça de engenharia incrível, mas não é um ótimo motor de corrida", disse ele à BBC.

"É muito caro, não faz barulho e tem componentes que, para controlar o número de usos, estão criando penalidades de grid que fazem da F1 uma farsa. Existem também grandes diferenciais de desempenho entre os concorrentes e nunca conseguiremos que alguém venha e faça motores."

Ele diz que tem a mente aberta para novas soluções "desde que os princípios que estabelecidos sejam alcançados".

Ele acrescentou: "Se um fabricante puder demonstrar que existe uma maneira melhor de fazer o que propomos - ou seja, se for de uma forma mais barata, mais atraente para os fãs e boa para as montadoras - então por que não?”

"Não nos relacionamos com soluções específicas. Pensamos que com a experiência adquirida e o trabalho que fizemos, estas são soluções que podem funcionar.”

"Se alguém sugerir outra solução que possa alcançar o mesmo objetivo, não vamos dizer não."

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