Briatore é condenado a 18 meses de prisão por sonegação

Segundo autoridades, italiano, ex-chefe de equipe de Benetton e Renault, deixou de pagar R$ 17 milhões durante a compra e uso de seu iate

Antigo chefe de equipe na F1, Flavio Briatore foi condenado a 18 meses de prisão por sonegação fiscal durante a compra de seu iate.

O italiano, que comandou operações de Benetton e Renault entre os anos 90 e 2000, não pagou os impostos atribuídos na compra do modelo, de nome “Force Blue”. De acordo com a justiça, Briatore deve uma quantia de 4,4 milhões de euros (R$ 17 milhões na cotação atual), o que inclui a taxa sobre o valor da compra como também os impostos sobre o combustível utilizado entre 2006 e 2010, ano em que o iate foi apreendido.

A defesa de Briatore alega que o iate não pertence ao dirigente, e sim a uma empresa de sede nas Ilhas Virgens – o italiano, então, o usaria por aluguel. Porém, essa empresa também é de Briatore, o que responsabiliza o ex-dirigente.

Briatore, de 67 anos, está banido da F1 desde 2009, quando veio à tona o escândalo “Cingapuragate”, que envolveu a manipulação de resultados do GP de Cingapura do ano anterior – em que Nelsinho Piquet sofreu um acidente de propósito para beneficiar seu então parceiro, Fernando Alonso.

O dirigente italiano liderou as equipes por trás dos dois primeiros títulos de Michael Schumacher, em 94 e 95, além das duas conquistas de Alonso, em 2005 e 2006.

Recentemente, as autoridades europeias apertaram o cerco contra a compra de bens que são registrados em paraísos fiscais a fim de reduzir impostos. Lewis Hamilton, tetracampeão mundial, foi investigado por economizar cerca de R$ 15 milhões em manobras durante a compra de seu avião particular.

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