Bruno Senna: "F1 não deveria aumentar pressão aerodinâmica"

compartilhar
comentários
Bruno Senna:
Jamie Klein
Por: Jamie Klein
26 de jan de 2016 13:34

Para brasileiro, que já passou pela categoria, dirigentes deveriam pensar duas vezes antes de permitir que os carros tenham mais downforce, como planejado para a Fórmula 1 em 2017

Bruno Senna, Mahindra Racing Formula E Team
Bruno Senna, Renault F1 Team
Bruno Senna, Lotus Renault GP with Rubens Barrichello, AT&T Williams and Felipe Massa, Scuderia Ferrari
Bruno Senna, Williams F1 Team
Bruno Senna, Hispania Racing F1 Team drives the 1986 Lotus Renault Turbo of Ayrton Senna
1993 McLaren Cosworth MP4/8 (Ayrton Senna): Bruno Senna
Bruno Senna, Mahindra Racing
Emerson Fittipaldi, e Bruno Senna, Aston Martin

A temporada 2017 marcará uma nova Fórmula 1, pois uma série de mudanças no regulamento técnico está prevista para entrar em vigor a partir do ano que vem. Buscando tornar os carros da categoria até cinco segundos por volta mais velozes, as novas regras apresentarão aumento da pressão aerodinâmica através de asas e chassis mais largos e um difusor maior.

Estes conceitos ainda podem, no entanto, ser descartados - já que tanto Mercedes quanto Pirelli se mostraram preocupadas sobre como os pneus vão lidar com o aumento da carga aerodinâmica - o pacote de modificações ainda não foi fechado.

Para Bruno Senna, que passou por HRT, Lotus e Williams entre as temporadas de 2010 e 2012 e agora corre pela Mahindra na Fórmula E, aumentar a pressão aerodinâmica dos carros da F1 não é uma boa ideia para fazer com que as corridas sejam mais disputadas. Na opinião do brasileiro, a categoria deveria buscar avanços na aderência mecânica.

"Eles jamais deveriam cogitar a possibilidade de aumentar a pressão aerodinâmica, pois é exatamente por isso que a F1 está sem emoções no momento - muita aerodinâmica. Aí o único jeito de fazer com que as corridas sejam boas é utilizando artifícios como a asa móvel. Em outras categorias não há nada disso, mas você vê ultrapassagens", disse Senna ao Motorsport.com.

"O ponto, se você quer que a F1 tenha os carros mais velozes, é dar aos carros pneus mais aderentes e tirar um pouco da pressão aerodinâmica. A chave é trocar pressão aerodinâmica por aderência mecânica", afirmou.

Reabastecimento é "uma má ideia"

Senna também se mostrou contrário à ideia, ventilada no último encontro entre as equipes, do retorno do reabastecimento durante as corridas. "Promover o retorno do reabastecimento é uma má ideia, só vai tornar as corridas piores", disse.

"Você terá um carro mais leve, o que significa menor preocupação com o desgaste dos pneus, e então as corridas serão mais agressivas - mas do jeito errado. Na era do reabastecimento, a F1 teve menos ultrapassagens", completou.

Próxima Fórmula 1 matéria
Ex-Mercedes, engenheiro Clear inicia trabalhos na Ferrari

Previous article

Ex-Mercedes, engenheiro Clear inicia trabalhos na Ferrari

Next article

Red Bull diz que não infringiu lei em evento na neve

Red Bull diz que não infringiu lei em evento na neve
Load comments

Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Autor Jamie Klein
Tipo de matéria Últimas notícias