Carey: F1 não cresceu o quanto podia e precisava de mudança

Chase Carey, novo CEO da Fórmula 1, diz que razão pela qual o Liberty Media introduziu uma nova estrutura de comando foi explorar todo o potencial de crescimento da categoria

Chase Carey, o novo chefão da Fórmula 1, chega para substituir Bernie Ecclestone, que comandou a categoria por quase 40 anos. Além de introduzir um novo CEO, o Liberty Media - novo dono da F1 - fez algumas mudanças na estrutura de comando, colocando Ross Brawn como diretor executivo esportivo e Sean Bratches como diretor executivo comercial.

Ao falar pela primeira vez após assumir a nova função, Carey explicou os motivos que levaram o Liberty Media a realizar tais mudanças na estrutura de comando da categoria.

“Quando olhamos para a F1, sentimos que nos últimos quatro ou cinco anos nem o esporte e nem o negócio cresceu tanto quanto poderia", disse Carey à rede de TV britânica Sky Sports News.

“Por isso foi necessário mudar a estrutura de comando, para que o esporte cresça do jeito que precisa crescer no mundo de hoje e para que possamos trabalhar com parceiros que temos nos negócios, garantindo que transformemos o esporte naquilo que ele pode e deve ser para os fãs", afirmou.

“Creio que tanto Sean quanto Ross terão papeis fundamentais no desenvolvimento do esporte como um todo. Ross traz na bagagem décadas de feitos e sucesso dentro da categoria. Do lado dele, queremos garantir que o esporte seja tudo o que ele pode ser dentro da pista - o mais emocionante possível para os fãs."

Carey está convencido de que a nova estrutura pode fazer a diferença dentro da F1. "Acreditamos que podemos fazer algumas coisas. O esporte já é grande hoje, os pilotos são estrelas, os carros combinam potência e tecnologia de um modo fantástico, é uma marca que tem fãs em todo o mundo", acrescentou.

"É um esporte fantástico com ótimas ferramentas, mas precisamos evoluir dentro da pista. Ross entende perfeitamente como a categoria funciona, os pontos fortes e fracos. Então o foco dele é fazer com que, na pista, a categoria seja tudo aquilo que ela pode ser."

“Estou empolgado com o futuro. Há muito a fazer, mal podemos esperar para dar andamento a tudo isso."

Ecclestone terá dificuldade de se adaptar a novo papel

A Ecclestone, foi dado o título de presidente emérito - o britânico não terá mais envolvimento no comando da F1, mas Carey espera que o ex-chefão esteja sempre disponível para dar ideias e conselhos.

Questionado se acreditava que Ecclestone teria dificuldade de se adaptar ao novo papel, Carey respondeu: "Certamente, Bernie controlou este negócio por grande parte da vida adulta. Entendo que a mudança será algo complicado e desafiador para ele. Espero que encontremos um caminho que siga sendo recompensador para ele, queremos que ele se sinta bem com isso", disse.

“Ele sempre será parte da família da F1, sempre será bem-vindo. Quero que ele continue se sentindo parte disto, mas será uma grande mudança para ele e entendo isso perfeitamente", afirmou.

"Deixe-me esclarecer, respeito demais Ecclestone. Ele merece crédito enorme pelo negócio que construiu nas últimas décadas e que vendeu por US$ 8 bilhões. Acho que essa é a maior prova do valor que ele criou para a categoria, todos podem ver."

“Ele tem um olhar único sobre o esporte, entende disso melhor do que todo mundo, provavelmente. Creio que os conselhos dele serão extremamente valiosos. Ele tem me ajudado bastante até agora, espero receber mais conselhos à medida que começarmos a seguir em frente", completou.

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