CEO da Sauber destaca importância do acordo de restrição de gastos

Monisha Kaltenborn pede unidade entre as equipes e reclama de mudanças de regulamento no meio da temporada

A CEO da Sauber, Monisha Kaltenborn

Com o anúncio de que Ferrari e Red Bull decidiram deixar a associação das equipes, a FOTA, um dos grandes avanços conseguidos neste últimos anos, o acordo de restrição de gastos, corre risco. Ainda que os ‘dissidentes’ garantam que continuarão economizando, trata-se de um golpe na unidade das equipes.

Para Monisha Kaltenborn, CEO da Sauber, é importante manter os avanços conseguidos nos últimos dois anos.

“Estou muito confiante a respeito disso. Todas as equipes sabem que os custos precisam ser diminuídos. Não podemos mais explicar para os fãs porque certas coisas são tão caras”, afirmou ao TotalRace.

“Acho que temos de mostrar uma certa responsabilidade nas condições econônicas atuais e estamos no caminho certo. Temos algumas diferenças, que precisam ser clarificadas, mas acho que conseguiremos fazer isso.”

Ainda assim, a dirigente não esconde a decepção com o vai-e-vem das regras em relação ao difusor soprado no meio do ano, o que atingiu fortemente a Sauber. Ao perder rendimento, a equipe acabou tendo de levar a briga pelo sétimo lugar no Mundial de Construtores até a última etapa para bater a Toro Rosso.

“Foi muito importante para nós porque, no início da temporada, parecia que tínhamos nos consolidado na sexta posição. Depois, várias coisas singificantes aconteceram. Primeiro, a decisão da FIA de banir as mudanças nos mapas de motor e depois reverteu essa decisão, o que nos afetou terrivelmente porque tínhamos ido em outra direção.”

“Outras equipes não fizeram isso e eles tiveram uma grande vantagem porque, no decorrer da temporada, os mapas de motor foram refinados por todos. Então é só agora, no último terço da temporada, que é possível usar isso de maneira totalmente eficaz. Então, para nós, lutar contra os outros, que tinham isso, foi muito difícil. Ficar na frente da Toro Rosso foi muito importante.”

(colaborou Felipe Motta)

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