Chefe de nova equipe vê "primeiros cinco anos de sobrevivência"

Norte-americano Gene Haas diz estar acompanhando situação da Caterham de perto para não repetir erros

Preparando-se para estrear na Fórmula 1 em 2016 como dono de equipe, o norte-americano Gene Haas diz estar assistindo à situação da Caterham, que passa por sérias dificuldades administrativas, para não repetir os mesmos erros com seu time.

[publicidade] “Acho que o maior problema deles foi tentar entrar no grid rápido demais”, disse à CNN. “Nós queremos nos certificar que, antes que os carros saiam para os testes em janeiro de 2016, tenhamos o chassi completo em novembro. Vamos passar muito tempo nos certificando de que temos as peças de reposição corretas, o equipamento de pit stop correto, a logística correta, tudo certo para corrermos.”

Haas faz referência à correria enfrentada pela Caterham, então Lotus, para colocar o carro no grid em 2010 após ter sua inscrição para a temporada aceita em cima da hora. Os trabalhos no túnel de vento, por exemplo, começaram em outubro do ano anterior.

O norte-americano salientou ainda que não espera muito do início de sua equipe. “Os primeiros cinco anos são apenas para sobreviver. Não tenho nenhuma grande expectativa, de que vamos chegar e vencer campeonatos. Se pudermos vencer uma corrida em cinco anos seria um sucesso tremendo”, reconhece.

Em cinco anos de existência, a Caterham sequer pontuou. Entre os três times que estrearam em 2010, a HRT acabou falindo e apenas a Marussia conseguiu um top 10, ainda que em apenas uma oportunidade.

Haas tem um acordo de parceria técnica com a Ferrari e garante que estará no grid. “Temos a licença, estaremos lá. A não ser que algo mude, o que seria um choque para mim. Acho que o objetivo de Bernie [Ecclestone, promotor da F-1] é ter equipes bem estruturadas, com bases sólidas e que corram no nível que o campeonato requer.”
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