Christian Horner torce por calor malaio e critica McLaren

Chefe da Red Bull critica queda da equipe ao frio e culpa equipamento cedido por rival por má atuação de Webber

O inesperado frio australiano foi o fator que prejudicou a Red Bull em ritmo de corrida e fez com que toda a vantagem demonstrada nos treinos se tornasse um terceiro e um sexto lugares, atestou o chefe da equipe, Christian Horner.

“Não estivemos na janela ótima com os pneus devido às condições, seja pelo clima em si ou pelo acerto. Isso ficou claro lá pela volta quatro ou cinco, quando Seb não conseguia mais manter o ritmo e percebemos que o carro era muito duro com os pneus. E, quando ele pegou tráfego, isso piorou. Considerando isso, o terceiro lugar foi um bom resultado.”

Ouvido pelo TotalRace em Melbourne, o inglês acredita que o cenário pode ser diferente na próxima semana, quando será disputado o GP da Malásia. Tradicionalmente, o clima malaio é muito mais quente do que os 18ºC de temperatura ambiente enfrentados na Austrália.

“Tomara que não seja tão frio na próxima corrida. O ideal seria uns 15ºC a mais. Esperamos isso na Malásia. Isso porque, olhando os tempos de sexta-feira, quando não estava tão frio, não observamos os problemas que tivemos na prova. Acho que nossos problemas têm mais a ver com o acerto do que com uma característica em especial do carro”, espera.

“Acho que a temperatura é um fator real. O lado positivo é que chegamos aqui com um carro rápido, classificamos na pole. Só é irônico que tenhamos ficado fora da janela na corrida, porque há 12 meses o problema era justamente o contrário. O RB9 é um carro competitivo e só vamos ver a realidade depois de quatro ou cinco corridas, quando formos para pistas diferentes.”

Horner culpou um equipamento fornecido a todas as equipes pela McLaren pela má largada de Mark Webber, que complicou sua corrida. O australiano caiu de segundo para sétimo na primeira volta. Segundo o dirigente, o problema na unidade que controla toda a eletrônica do carro tem sido recorrente neste ano.

“Os problemas de Mark foram muito frustrantes porque foi uma falha na ECU, peça que é fornecida vocês sabem por quem. Perdemos a telemetria na volta de formação e ele ficou no escuro na largada, porque os engenheiros não tinham como lhe passar as informações necessárias sobre as configurações eletrônicas. Para piorar, isso desligou o Kers. Até religarmos tudo, ele já tinha perdido muito terreno. É algo que eles precisam resolver porque houve muitos problemas durante os testes.”

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