Claire Williams apoia banimento das grid girls na F1

Única mulher chefe de equipe na categoria diz que novidade “foi uma decisão que o esporte precisava tomar”

Chefe da equipe Williams na F1, Claire Williams expressou seu apoio à decisão da categoria em eliminar a função de grid girls a partir da temporada de 2018.

Na última semana, a chefia da F1 anunciou o fim imediato das grid girls em suas provas, o que prontamente gerou grande debate e controvérsia.

Porém, a dirigente, única mulher chefe de equipe na F1, disse à emissora inglesa BBC Sport que se tratou de “uma decisão que o esporte precisava tomar”, já que, mesmo que as grid girls fossem “longa tradição”, era preciso “não ficar parado no tempo”.

Além disso, ela mostrou a esperança de que a F1 pudesse “atrair mais mulheres aos vários cargos disponíveis na indústria” e que a categoria, agora, deveria “se focar em melhorar ainda mais para manter seu crescimento e avanço”.

A BBC Sport também ouviu Susie Wolff, ex-piloto de testes da Williams e pioneira do programa Dare To Be Different, destinado a aproximar mulheres de todas as atividades do automobilismo.

A escocesa reconheceu que a novidade não removerá todos os empecilhos das mulheres no ramo, mas entende que trata-se de um passo correto.

“Você pode dizer, em um lado positivo, que os chefes da F1 deixaram uma mensagem muito clara com a decisão. Isso não mudará de uma hora para outra a falta de representatividade feminina no automobilismo, mas pode ser um passo na direção correta? Acho que sim”, comentou.

“Vamos pegar as mulheres de sucesso no esporte e transformá-las em exemplos para inspirar outras. Vamos trazer garotas da escolha e colocá-las perto de um carro da F1 para fazê-las sonhar. Vamos aumentar a gama de talentos para garotas e mulheres que estão entrando no esporte”, completou. 

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