Com aumento de taxas, Itália pode perder GP a partir de 2017

Governo da região em que fica localizado o circuito de Monza busca soluções para arrecadar mais dinheiro

O GP da Alemanha não é o único que corre o risco de ficar de fora do calendário da Fórmula 1. A Itália também enfrenta desafios para manter a corrida em Monza, uma das mais tradicionais do campeonato.

[publicidade] Os italianos têm contrato para mais duas temporadas. Porém, o promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, quer um aumento significativo na taxa paga pelo circuito para renovar o acordo e as autoridades locais tentam encontrar formas de obter o dinheiro.

Acredita-se que Monza pague, anualmente, uma taxa de entre 11 e 12 milhões de euros, considerada baixa em relação ao que é cobrado de outros circuitos. Ecclestone quer, então, passar a receber entre 20 e 22 milhões.

“O contrato velho foi o desastre para nós do ponto de vista comercial”, reclamou o inglês.

O problema é que o circuito só lucra com a venda de ingressos nas arquibancadas – o setor VIP é totalmente controlado por Ecclestone – e a SIAS, uma sociedade que administra o circuito, teria dificuldades em bancar o aumento.

O presidente da região da Lombardia, Roberto Maroni, prometeu um investimento de 20 milhões no circuito e o pagamento de 8 a 10 milhões de euros referentes às taxas, em troca do controle do parque no qual ele está localizado. Porém, o senado vetou a proposta no final do ano passado. A expectativa, contudo, é que uma nova votação seja feita nas próximas semanas.
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