Com DRS menos importante, Senna vê mais chance para a Williams

Brasileiro espera que a equipe tenha desempenho melhor na classificação do que no Japão e revela teste de novas peças

Depois que a Williams mostrou bom ritmo no GP do Japão, mas teve seu desempenho atrapalhado pela classificação decepcionante, Bruno Senna acredita que a história pode ser diferente neste final de semana na Coreia. Ouvido pelo TotalRace em Yeongam, o brasileiro afirmou que, pela asa móvel ser menos decisiva, as chances da equipe crescem. “Pelas nossas análises, perdíamos um pouco no segundo setor em Suzuka, parte em que o DRS é mais importante lá. Aqui, o DRS não é tão importante quanto lá, fora o primeiro setor – e, mesmo assim, são só retas, então é menos importante. Assim, teremos mais chance nas classificações”.

Um fato complicado do final de semana será a evolução da pista, que vai interferir na escolha dos melhores caminhos para acertar o carro. Para Bruno, melhor que seja assim, pois quem pegará a pior sessão será o piloto de testes Valtteri Bottas. “Teremos que ver como a pista estará amanhã. A pista estará muito suja no primeiro treino, então será muito difícil saber onde cada um está. Isso minimiza de certa forma o prejuízo de não andar na primeira sessão, porque, a cada volta que você dá, sente-se mais confortável”.

A Williams voltará a testar uma peça experimentada no Japão, que melhora o fluxo de ar para a parte de trás do carro. “Vamos testar amanhã com meu carro, na sessão do Bottas. Tem altos e baixos, como toda alteração que se faz e ainda não deu para ter uma idéia boa se vale a pena. Temos outras coisas em mente em relação à durabilidade, algo difícil porque não temos como testar fora das corridas, principalmente em uma área tão crítica. São alguns fatores que serão importantes na decisão”.

Curiosamente, Bruno acredita que todos os pilotos chegam à Coreia sem terem simulado andar na pista, pois não há um modelo do traçado para os equipamentos usados pelas equipes. Se alguém fez o seu, pagou caro por isso. “Não temos um modelo desta pista no simulador porque esta e a pista da China são de difícil acesso. Como conheço a pista do ano passado, isso é menos problemático, mas poderia fazer algumas voltas para refrescar a memória e chegar um pouco mais preparado. Acho que, se a gente não tem, ninguém mais tem, porque é só uma companhia que faz. Desconfio que ninguém tenha, a não ser que seja privado”.

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