COTA: F1 se arrisca ao diluir fãs dos EUA com prova em Miami

compartilhar
comentários
COTA: F1 se arrisca ao diluir fãs dos EUA com prova em Miami
Jonathan Noble
Por: Jonathan Noble
Traduzido por: Erick Gabriel
11 de jul de 2018 19:52

Diretor do Circuito das Américas, Bobby Epstein acredita que nova corrida em Miami pode diluir a base de fãs americanos, mesmo que uma segunda rodada dos EUA possa ser benéfica a longo prazo

Com Miami pronta para entrar no calendário de 2019, Bobby Epstein, diretor dos Circuito das Américas (COTA) é cauteloso sobre o impacto dos fãs terem que escolher se vão para lá ou para Austin no ano que vem, o que poderia dividir o público.

Ele cita a experiência de venda de ingressos no COTA sofrendo quando o GP do México chegou e os torcedores claramente escolheram uma ou outra corrida.

Falando ao Motorsport.com sobre o esforço da Liberty Media para adicionar mais corridas nos Estados Unidos, Epstein disse: “Acho que a longo prazo pode ser bom. Mas há um risco. Há claramente um risco de diluir o produto antes que a base de fãs aumente.

“Mas quando a meta de longo prazo é aumentar a base de fãs, é o cenário da galinha ou ovo. Qual vem primeiro? Nos primeiros anos, resta saber se isso é positivo para nós.”

“No primeiro ano, você não aumentou a base de fãs, mas aumentou as opções, então será difícil no começo. Vamos ver como isso nos afeta.”

Otimismo a longo prazo

Epstein acha que, se a corrida de Miami acontecer, será importante que a Liberty se esforce para capitalizar as possibilidades de aumentar o público dos EUA.

Se isso acontecer, então ele acredita que valerá a pena.

"Há centenas de milhões de pessoas na América do Norte, então minha mentalidade é ser otimista", explicou ele.

“Estou certamente um pouco apreensivo, mas muito otimista de que é uma corrida contra o tempo se você pode ou não construir a base de fãs antes que a dor de dividí-los seja um pedágio.

“Queremos que aconteça e queremos rapidamente. E acho que compartilhamos isso com a Liberty.

“Há uma enorme diferença entre uma corrida de rua da experiência dos torcedores, do lado da TV e da competição em autódromo. Esta pista é projetada para competição e sabemos que ela tem muitos pontos de ultrapassagem.

“Quando você consegue um lugar aqui e vê oito ou nove curvas da sua cadeira, você tem uma grande área de entretenimento, é muito diferente da experiência dos torcedores em uma corrida de rua, onde você vê muito menos.”

“Nós nos sentimos bem com a vantagem que temos do lado da venda de ingressos. Das icônicas imagens de TV que Miami oferece, é compreensível que isso funcione.”

Epstein acredita que ter Miami se tornando um grande sucesso ajudaria em termos contratuais também, porque isso poderia abrir a porta para a Liberty concordar em contratos mais lucrativos.

"Esperamos que o modelo de Miami seja muito bem sucedido, para que eles possam implementá-lo com outros promotores", acrescentou Epstein, cujo contrato atual com a Fórmula 1 vai até 2021.

Conflito de datas

As preocupações sobre a corrida de Miami diluindo o público americano aumentam graças à probabilidade de Miami, Austin e México estarem todos próximos no calendário.

Epstein está certo que preferiria que sua corrida fosse separada, mesmo para o começo da primavera, mas está consciente de que, do ponto de vista logístico, tal movimento pode não fazer sentido para o esporte.

"Obviamente, gostaríamos de nos ver separados das outras corridas que competem pelos mesmos fãs, por isso não os forçamos a fazer uma escolha", disse ele.

“Mas logisticamente, isso tem que fazer sentido para todos e é difícil ver uma maneira de contornar. Se você está no lugar da F1 em termos de transporte e logística, é muito mais fácil se você colocar todos próximos. Mas forçar o fã a escolher não é de nenhuma ajuda para ninguém.”

Perguntado se havia preferência em ser perto com o México ou Miami, Epstein disse: "Vamos dizer não... não realmente. Eu só acho que Montreal em junho é legal.

“O outono é uma época muito concorrida na cena esportiva americana quando você está concorrendo com o futebol americano, contra a primavera, onde há muito mais oportunidades de conquistar fãs.”

“A resposta para o que é melhor é uma tarefa impossível, certamente improvável. O que seria de alguma forma mover as corridas dos EUA para a primavera.”

Questionado sobre a junção da corrida com o Canadá em junho, Epstein disse: “Está muito quente. Está muito quente.”

"Fizemos X-Games em junho no passado, mas a melhor época do ano aqui é março, abril, maio, setembro ou outubro."

Next article
FIA: Acidentes com DRS foram "escolhas dos pilotos"

Previous article

FIA: Acidentes com DRS foram "escolhas dos pilotos"

Next article

Hulkenberg vê Haas como maior ameaça à Renault por 4º lugar

Hulkenberg vê Haas como maior ameaça à Renault por 4º lugar
Load comments

Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Autor Jonathan Noble