Crescentes tensões no Bahrein colocam GP novamente em risco

Agora são os funcionários da embaixada norte-americana no país árabe que são deslocados pelo governo

O último GP disputado no Bahrein foi em 2010

A novela do Bahrein tem tudo para se estender por mais tempo. Depois da prova do ano passado ser cancelada devido à instabilidade política da região, crescem os indicativos de que a situação ainda não está resolvida.

Prova disso é que Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou que está retirando os funcionários de sua embaixada no país depois do aumento das tensões nos confrontos entre a maioria shiita e os sunitas, que representam a monarquia que controla o país.

De acordo com o comunicado norte-americano, constantes confrontos em uma das principais vias de acesso à capital Manama estão forçando as pessoas a não saírem de casa e dificultando a saída do país.

O aumento dos protestos inclusive fez com que os organizadores da prova dispensassem os funcionários que trabalham no circuito. Readmitidos, eles não voltaram a trabalhar, de acordo com a BBC, justificando que seus novos contratos não são válidos.

Ainda assim, o presidente da empresa que rege os direitos comerciais da F-1, Bernie Ecclestone, está confiante de que o evento acontecerá neste ano.

"Todo mundo fala muito sobre esta parte do mundo, mas Bahrein é o país árabe onde há o menor número de problemas", disse Ecclestone em entrevista ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten.

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