Curva de “pé embaixo” de Alonso provocou erro em motor Honda

Bicampeão fez curva Pouhon com acelerador cravado e provocou confusão no sistema de liberação de energia de seu motor

O brilho de Fernando Alonso em contornar uma curva de pé embaixo pela primeira vez no treino classificatório para o GP da Bélgica fez com que surgisse um problema de distribuição de energia em seu motor, o que lhe custou uma vaga no Q3, apurou o Motorsport.com.

Após pegar o vácuo de seu companheiro de equipe, Stoffel Vandoorne, no começo de sua volta no Q2, Alonso parecia destinado a conseguir uma posição boa o suficiente para lhe levar ao Q3.

Mas, entre as curvas 11 e 12, Alonso não recebeu a energia de sua unidade de potência da Honda. Com essa quantia estimada em 160 cv, Alonso disse pelo rádio que perdeu cerca de 0s5 no momento, o que foi suficiente para que ele abortasse sua volta. 

A falta de energia não foi resultado de uma falha no carro. Ela foi causada pelo fato de que o sistema da Honda não liberou a energia quando se esperava que isso acontecesse automaticamente.

O Motorsport.com apurou que esta falha foi causada pelo fato de que o sistema da Honda ficou confuso acerca da localização do piloto na pista.

O algoritmo de entrega de energia da Honda é calculada, em sua maioria, pelo uso do acelerador. Então, quando há uma levantada de pé, por exemplo, o sistema leva isso em consideração e registra que o piloto deve ter passado por uma curva.

Quando Alonso fez a curva Pouhon de pé embaixo – em vez de aliviar, como havia feito no restante do fim de semana –, o sistema da Honda não percebeu que ele já havia passado por aquela curva.

Ao pensar que Alonso estava na reta anterior à Pouhon, em vez de estar entre as curvas 11 e 12, o sistema não liberou energia.

A chefe da Honda na F1, Yusuke Hasegawa, confirmou que o problema estava relacionado ao sistema de controle.

“Nós estabelecemos os setores em que teremos a liberação de energia, e normalmente este setor é dividido pelo acelerador. Às vezes um piloto está realizando uma operação diferente, então isso deixa o sistema confuso e faz com que não haja a liberação de energia em determinada área”, explicou ao Motorsport.com.

Hasegawa afirmou que a Honda provavelmente mudaria seu procedimento para garantir que tal incidente não se repita.

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