Da ponta da F1 ao último lugar: a queda da McLaren em 5 anos

Após pontos da Sauber em Barcelona, McLaren ocupa pela primeira vez último lugar entre os construtores; relembre queda

A McLaren certamente chegou ao fundo do poço neste último final de semana. Após o oitavo lugar de Pascal Wehrlein na Espanha, o time é o único que ainda não pontuou na temporada de 2017 da Fórmula 1 e ocupa o último lugar no campeonato de construtores.

A equipe, tão acostumada com vitórias em seu passado, há cinco anos era uma das grandes da F1. Com Lewis Hamilton e Jenson Button, o time chegou a liderar o campeonato de construtores até a terceira corrida de 2012 e venceu sete provas das 20 daquele campeonato – mesmo número de vitórias da campeã Red Bull naquele ano.

Mas o que aconteceu com a McLaren? Por que em tão pouco tempo o time foi da ponta para a rabeira do pelotão? Confira aqui um resumo:

Após três corridas em 2012, a McLaren liderava o campeonato de construtores. Depois de uma oposição forte à Red Bull no fim de 2011, muitos imaginavam que 2012 pudesse ser o ano do time inglês.

Após três corridas em 2012, a McLaren liderava o campeonato de construtores. Depois de uma oposição forte à Red Bull no fim de 2011, muitos imaginavam que 2012 pudesse ser o ano do time inglês.
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Photo by: XPB Images

Mas, devido à inconsistência dos pilotos e erros no box, o time não conseguiu fazer frente a Vettel e Alonso, que disputaram aquele título. Mesmo assim, a McLaren venceu sete provas, assim como a campeã de construtores, a Red Bull.

Mas, devido à inconsistência dos pilotos e erros no box, o time não conseguiu fazer frente a Vettel e Alonso, que disputaram aquele título. Mesmo assim, a McLaren venceu sete provas, assim como a campeã de construtores, a Red Bull.
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Photo by: XPB Images

Com a ida de Lewis Hamilton para a Mercedes, o time britânico trouxe Sergio Perez em 2013. Apesar de veloz, o mexicano cometeu erros e foi demitido após um ano. O carro, por problemas de correlação de dados da pista com a fábrica, também não era bom.

Com a ida de Lewis Hamilton para a Mercedes, o time britânico trouxe Sergio Perez em 2013. Apesar de veloz, o mexicano cometeu erros e foi demitido após um ano. O carro, por problemas de correlação de dados da pista com a fábrica, também não era bom.
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Photo by: XPB Images

Button fez o que pôde, mas o time terminou o ano sem pódios pela 1ª vez desde 1980. O mau ano resultou na demissão do chefe da equipe, Martin Whitmarsh. A equipe também viu seu principal patrocinador, a Vodafone, pulando fora.

Button fez o que pôde, mas o time terminou o ano sem pódios pela 1ª vez desde 1980. O mau ano resultou na demissão do chefe da equipe, Martin Whitmarsh. A equipe também viu seu principal patrocinador, a Vodafone, pulando fora.
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Photo by: XPB Images

Em 2014, o início foi promissor. Um pódio duplo de Magnussen e Button na Austrália fez a equipe sonhar. Mas, com falta de performance no carro, o time teve dificuldades para manter o fôlego.

Em 2014, o início foi promissor. Um pódio duplo de Magnussen e Button na Austrália fez a equipe sonhar. Mas, com falta de performance no carro, o time teve dificuldades para manter o fôlego.
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Photo by: XPB Images

No fim, Magnussen provou ser inconstante demais e acabou sendo rebaixado para 3º piloto. O time abria espaço para uma nova era: a Honda voltaria a fornecer motores à estrutura em 2015 e Alonso faria uma dupla campeã ao lado de Button.

No fim, Magnussen provou ser inconstante demais e acabou sendo rebaixado para 3º piloto. O time abria espaço para uma nova era: a Honda voltaria a fornecer motores à estrutura em 2015 e Alonso faria uma dupla campeã ao lado de Button.
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Photo by: McLaren

Mas tudo deu errado. O ano começou com o até hoje mal explicado acidente de Alonso nos testes de Barcelona, quando desmaiou no carro. O motor Honda se mostrou, além de pouco potente, pouco confiável e fez o time sofrer bastante com punições de grid.

Mas tudo deu errado. O ano começou com o até hoje mal explicado acidente de Alonso nos testes de Barcelona, quando desmaiou no carro. O motor Honda se mostrou, além de pouco potente, pouco confiável e fez o time sofrer bastante com punições de grid.
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Photo by: XPB Images

O melhor resultado foi um quinto de Alonso na Hungria, mas Button acabou terminando o campeonato na frente do espanhol. De qualquer forma, ninguém duvidava da reação da McLaren no ano seguinte.

O melhor resultado foi um quinto de Alonso na Hungria, mas Button acabou terminando o campeonato na frente do espanhol. De qualquer forma, ninguém duvidava da reação da McLaren no ano seguinte.
8/12

Photo by: XPB Images

O carro melhorou em 2016, mas o time ainda estava bem longe do ritmo desejado. Os principais problemas eram potência e confiabilidade mais uma vez, e com isso a equipe enfrentou outro ano difícil.

O carro melhorou em 2016, mas o time ainda estava bem longe do ritmo desejado. Os principais problemas eram potência e confiabilidade mais uma vez, e com isso a equipe enfrentou outro ano difícil.
9/12

Photo by: XPB Images

Mas Alonso fez de seus milagres: conseguiu terminar o campeonato no 10º lugar e conquistou os melhores resultados do time – dois 5º lugares em Mônaco e nos EUA.

Mas Alonso fez de seus milagres: conseguiu terminar o campeonato no 10º lugar e conquistou os melhores resultados do time – dois 5º lugares em Mônaco e nos EUA.
10/12

Photo by: Jose Mario Dias

Os problemas da Honda, que mudou a direção de seu projeto na F1, continuaram em 2017. A McLaren foi a equipe que menos andou na pré-temporada. O time inglês também viu o antigo CEO, Ron Dennis, dando lugar a Zak Brown.

Os problemas da Honda, que mudou a direção de seu projeto na F1, continuaram em 2017. A McLaren foi a equipe que menos andou na pré-temporada. O time inglês também viu o antigo CEO, Ron Dennis, dando lugar a Zak Brown.
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Photo by: LAT Images

Para manter Alonso interessado no projeto, Brown inovou e ofereceu a Indy 500 ao piloto espanhol, que será substituído por Button em Mônaco. Na última corrida antes da ida, a McLaren caiu para o último lugar entre as equipes após os pontos da Sauber.

Para manter Alonso interessado no projeto, Brown inovou e ofereceu a Indy 500 ao piloto espanhol, que será substituído por Button em Mônaco. Na última corrida antes da ida, a McLaren caiu para o último lugar entre as equipes após os pontos da Sauber.
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