De divisão paralela à Indy: quando a Ferrari ameaçou a F1

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De divisão paralela à Indy: quando a Ferrari ameaçou a F1
3 de nov de 2017 16:14

Insatisfeito com os planos para 2021, o presidente da Ferrari ameaçou retirar a Scuderia do Mundial. Porém, não foi a primeira vez em que isso aconteceu – houve vários exemplos no passado e por motivos diferentes.

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Ameaça recente

Ameaça recente
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Foto de: Sutton Motorsport Images

O presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, não gostou das sugestões dadas pelo Liberty Media para a F1 de 2021. De acordo com o dirigente, as novidades são uma tentativa de levar a categoria ao caminho da Nascar, de modo que a Ferrari poderia tirar o time de campo.

Ameaça recente

Ameaça recente
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Foto de: LAT Images

Marchionne expressou sua insatisfação com o regulamento de motores, embora a questão possa ir além. De qualquer forma, está longe de ser a primeira vez que a Ferrari ameaça deixar a categoria por discordar de seus rumos.

Com a FISA na guerra contra a FOCA

Com a FISA na guerra contra a FOCA
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Foto de: Jean-Philippe Legrand

Na virada para os anos 80, a guerra FISA x FOCA representou um enorme confronto político que dividiu as equipes e causou turbulência na F1. Na época, a Ferrari foi uma das líderes das equipes que se alinharam à entidade regulamentadora, em posição ao grupo de Bernie Ecclestone com os garagistas.

Com a FISA na guerra contra a FOCA

Com a FISA na guerra contra a FOCA
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Foto de: LAT Images

O conflito chegou a provocar cancelamentos de provas oficiais, além de outras corridas que contabilizaram para o Mundial com grids vazios (como Ímola-1982). Contudo, o desentendimento resultou no Pacto da Concórdia, acordo que dita as normas da F1 até hoje.

A ameaça de ir à Indy

A ameaça de ir à Indy
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Foto de: Morio

Em meados dos anos 80, um desentendimento quanto ao regulamento de motores fez com que a Ferrari ameaçasse deixar a F1 e se mandar para a Indy – com direito até à construção de um carro específico para a categoria americana. A fim de reduzir custos, a FISA queria padronizar unidades V8 aspiradas, mas Enzo Ferrari não concordou.

A ameaça de ir à Indy

A ameaça de ir à Indy
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Foto de: Ferrari

Após muitas negociações e blefes, ambas as partes recuaram: a Ferrari concordou com o fim dos turbos, mas a FISA aceitou outras configurações – o que proporcionou a volta de seus famosos V12.

Reação ao teto de gastos

Reação ao teto de gastos
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Foto de: Andrew Ferraro / LAT Images

Em 2009, a Ferrari liderou a oposição das equipes aos planos de Max Mosley, então presidente da FIA, em implementar um teto de gastos na F1. O debate se estendeu por meses, incluindo uma ameaça concreta da FOTA (extinta associação dos construtores da F1) em criar uma categoria paralela.

Reação ao teto de gastos

Reação ao teto de gastos
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Foto de: Glenn Dunbar / LAT Images

Foi mais uma polêmica que gerou desdobramentos entre FIA e Ferrari, sobretudo na figura do então presidente Luca di Montezemolo. Mas chegou-se a um acordo para 2010, quando as equipes assinaram um novo Pacto de Concórdia e Mosley concordou em não se reeleger como presidente da FIA.

Ameaças constantes

Ameaças constantes
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Foto de: Ferrari Media Center

Nas últimas décadas, as ameaças da Ferrari em deixar a F1 viraram praticamente rotina. Em 2014, ainda sob a gestão Montezemolo, a equipe expressou sua insatisfação com os rumos da categoria e disseram, de forma indireta, que uma saída era possível.

Ameaças constantes

Ameaças constantes
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Foto de: Ferrari Media Center

O alvo de Montezemolo foi, curiosamente, o motor usado atualmente. “A F1 não está funcionando. Ela está caindo porque a FIA esqueceu que as pessoas assistem corridas por empolgação, e não por eficiência.”

Ameaças constantes

Ameaças constantes
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Foto de: Sutton Motorsport Images

Já em 2015, com Sergio Marchionne, uma nova ameaça velada. O dirigente se mostrou incomodado com o processo de tomada de decisão na categoria e a possível mudança no regulamento a fim de conter custos.

Ameaças constantes

Ameaças constantes
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Foto de: Eric Gilbert

Na ocasião, Marchionne afirmou que a saída da Ferrari da F1 era “possível, mas improvável”. A equipe está ligada à categoria obrigatoriamente até o fim de 2020, quando vai o atual Pacto de Concórdia.

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Categoria Fórmula 1
Tipo de matéria Conteúdo especial