Deputada diz que investigar F1 depende de denúncia formal das equipes

Anneliese Dodds, deputada pelo Partido Trabalhista Europeu, diz que União Europeia só abrirá investigação sobre crise da Fórmula 1 se equipes fizerem denúncia formal

Anneliese Dodds, deputada do Partido Trabalhista Europeu, tem acompanhado a crise da Fórmula 1 há algum tempo e deu um recado às equipes pequenas e médias do grid, em visita à fábrica da Force India, nesta sexta-feira: a União Europeia só pode abrir uma investigação se as equipes tomarem a iniciativa e registrarem uma denúncia formal.

A deputada chegou a escrever uma carta para a chefe da comissão de competições do bloco econômico, Margrethe Vestager, expressando preocupação com a situação da categoria, que no final do ano passado viu a Caterham fechando as portas e a Marussia em uma situação crítica.

“Desde os problemas enfrentados por Marussia e Caterham no ano passado, eu tenho me preocupado bastante com o modo como as coisas estão sendo administradas na Fórmula 1. Não estamos falando apenas sobre duas equipes a menos no campeonato, estamos falando sobre pessoas altamente qualificadas que perderam seus empregos”, comentou.

No entanto, Dodds destacou que para que a União Europeia promova uma investigação é necessário que as equipes entrem em um consenso e registrem uma reclamação formal. “Eu apresentei a questão algumas vezes em Bruxelas para ver se conseguimos montar um caso e levar essa discussão adiante. A comissária deixou bem claro que ela não pode fazer nada sem que as equipes apresentem uma reclamação formal. Se as equipes estiverem certas de que isso é a coisa certa a se fazer, esse é o caminho que elas devem seguir”, afirmou.

A parlamentar destacou, por fim, a importância e o alto nível dos empregos gerados pela principal categoria do automobilismo e ressaltou que garantir que estas oportunidades continuem a existir é fundamental. “Nesta visita à Force India, pude ver o que a Fórmula 1 pode oferecer em termos de empregos de alto nível nas áreas de ciência e engenharia. Isso é muito importante para nós enquanto país, não podemos nos dar o luxo de permitir que estes empregos deixem de existir”, concluiu.

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