Diminuição de gastos com motores gera discussão entre montadoras

Dirigente da Renault explica que é difícil controlar quando cada um fornece equipamentos para certo número de equipes

Jean Francois Caubet e Bernie Ecclestone

A briga para definir todos os parâmetros do acordo de redução de gastos firmado pelas equipes da FOTA, associação das equipes que recebeu um duro golpe nesta sexta-feira após a saída de Ferrari e Red Bull, tem um capítulo importante nos motores.

Atualmente fora do acordo, as quatro montadoras que estão atualmente na F-1 – Renault, Mercedes, Ferrari e Cosworth – negociam como funcionarão os limites. Um dos entraves é o fato de, ao contrário das equipes, cada uma com dois carros, cada empresa atende a um número de equipes.

“Será totalmente diferente [em relação ao acordo das equipes] mas estamos trabalhando duro com a Mercedes porque dividimos a mesma filosofia e queremos evitar a mesma situação que tivemos a três ou quatro anos atrás”, afirmou Jean Francois Caubet, diretor administrativo da Renault Sport.

De acordo com o profissional, no entanto, nada do que foi decidido agora vai influenciar diretamente os projetos para 2014, quando os motores sairão do atual congelamento.

“Todos estão vendendo motores a um custo variado, então se houver um preço fixo, será mais fácil. Concordamos com a Mercedes ter a mesma filosofia da Ferrari [de fornecer motores para menos equipes, três, enquanto a Renault terá quatro em 2012]. É um pouco tarde porque todo nosso investimento para o motor de 2014 já começou, mas o problema será aceitar o acordo de redução de gastos depois de 2013, provavelmente.” 

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