"É só aumentar alguns graus e o motor explode", preocupa-se Lauda

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Por: Julianne Cerasoli
3 de jan de 2014 10:03

Chefe da Mercedes admite que o principal problema das equipes com nova unidade de potência será a refrigeração

A refrigeração das novas unidades de potência, que estreiam nesta temporada na Fórmula 1, promete ser um dos maiores desafios para as equipes a partir do primeiro teste, no final deste mês. De acordo com o presidente não-executivo da Mercedes, Niki Lauda, os novos motores ainda são muito sensíveis à mudança de temperatura.

"Nós todos temos uma grande tarefa", admitiu o austríaco à Auto Motor und Sport. A nova unidade de potência conta com um motor V6 e duas unidades de recuperação de energia – uma que aproveita a energia cinética e outra, a calorífica, ambas visando menor consumo de combustível. Porém, todo esse conjunto precisa ser bem refrigerado.

"Estamos constantemente aprendendo coisas novas”, admitiu Lauda. “Constantemente você tem que cuidar de coisas como a pressão da água ou intercooler. O combustível e a água devem estar em uma janela de temperatura precisa. Caso contrário, bastam apenas alguns graus acima de certo limite e o motor estoura."

O ex-piloto, no entanto, vê a Mercedes, junto da Renault, com certa vantagem em relação à Ferrari. Isso porque ambas as fabricantes fornecem motores para quatro equipes, enquanto a Ferrari tem apenas três clientes. "Quatro clientes são quatro fontes de informação. Todo mundo tem seus problemas individuais. Podemos aprender mais rápido que os demais e dar as respostas certas.”

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Categoria Fórmula 1
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