Ecclestone alerta F1: ameaça de saída da Ferrari é séria

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Ecclestone alerta F1: ameaça de saída da Ferrari é séria
6 de nov de 2017 09:21

Antigo dirigente máximo da categoria afirma que a Ferrari nunca irá apoiar um regulamento que limite os gastos das equipes

Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, Pascal Wehrlein, Sauber C36
Sebastian Vettel, Ferrari SF70H
Sebastian Vettel, Ferrari SF70H
Sebastian Vettel, Ferrari SF70H
Sebastian Vettel, Ferrari SF70H
Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, Ferrari mechanics
Kimi Raikkonen, Ferrari SF70H locks up
Kimi Raikkonen, Ferrari SF70H, Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB13, Lance Stroll, Williams FW40

Antigo chefe máximo da F1, Bernie Ecclestone alertou aos novos dirigentes da categoria que as ameaças de saída da Ferrari são sérias e poderão se materializar caso a equipe italiana não encontre uma situação em que se encontre satisfeita para competir.

Na semana passada, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, afirmou que a Scuderia poderia deixar o Mundial após a temporada de 2021 caso os proprietários da F1, o grupo Liberty Media, dessem continuidade às ideias que sugeriram para o futuro, o que o dirigente italiano classificou como uma transformação da categoria em uma “Nascar global”.

Para Ecclestone, a ameaça não chega a surpreender, tendo em vista o que ele próprio já havia visto da equipe no passado. “Se eles não conseguirem vencer, vão forçar um novo regulamento. Se o novo regulamento aparecer de forma que a Ferrari acha que vai sofrer, então eles sairão”, disse, em entrevista ao jornal inglês The Independent.

“Eles não querem teto de gastos e coisas assim. Eles querem gastar o que eles podem se dar ao luxo de gastar, e eu sempre disse a mesma coisa. Se as pessoas não puderem gastar, elas devem ir embora. Então, se houver apenas três ou quatro equipes, algo teria de ser feito, mas, até que isso aconteça, ninguém fará nada. Todas as equipes que não puderem bancar nem deveriam se inscrever.”

A Ferrari e as demais equipes do grid estão atreladas ao Pacto de Concórdia, que vai até 2020, e devem permanecer na categoria obrigatoriamente até lá. Do ano seguinte em diante, a F1 pretende implementar uma série de mudanças – que vão desde uma alteração no regulamento de motores e um teto de gastos.

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