Ecclestone: “Liberty Media não me quer nas corridas”

Ex-chefão da Fórmula 1, britânico de 86 anos fala de sua saída do campeonato e relacionamento com novos comandantes

Bernie Ecclestone quebrou o silêncio após sua saída da Fórmula 1. O britânico, que completa 87 anos no fim deste mês, falou como foi tirado da posição de administrador dos direitos comerciais do campeonato pelos novos donos da F1, o grupo Liberty Media.

"Não escolhi sair, fui demitido", disse Ecclestone ao Daily Mail, revelando os detalhes de como se viu longe da F1.

"Chase (Carey) me ligou no domingo e disse: ‘Posso te ver amanhã?’ Ele disse que viria ao escritório. Eu disse: ‘Sim, eu estarei lá’.”

"Ele disse: ’Você sabe que completamos o acordo na sexta-feira?’ Eu disse: ‘Sim, parabéns’. Ele disse: ‘Eu preciso que você não seja mais o chefe executivo. Esse é o trabalho que eu quero’.”

"Eu disse que ele havia comprado o carro e também poderia dirigi-lo. Eu me demiti. Eles tinham todos os documentos para isso. Foi uma surpresa, porque me disseram que queriam que eu ficasse em um contrato de três anos. Eu poderia ter feito um barulho, mas não fiz.”

"Se a bota estivesse no outro pé, eu não teria feito isso da maneira que eles fizeram. Eles teriam trabalhado comigo por seis meses para ver como seria.”

Ecclestone também disse que Carey e a Liberty Media não o querem nas corridas. A última prova que o britânico esteve foi o GP da Áustria. A próxima, provavelmente só no Brasil.

"Chase enviou uma mensagem a uma das meninas no escritório para me dizer que eles não têm tantos escritórios nos circuitos, apenas os que os promotores das corridas lhes dão", disse Ecclestone.

"Há três deles (Carey, o diretor comercial Sean Bratches e o diretor técnico Ross Brawn) para três escritórios. Então, basicamente, eles não querem que eu vá às corridas. Seria muito fácil ter dito isso para mim. De qualquer forma, eu os obriguei.”

O britânico também criticou a nova administração do campeonato. Para Bernie, nada de muito grande foi feito ainda.

"Eles ainda não fizeram nada até onde eu posso ver. Eles disseram que não iriam falar, só agiriam. Eles disseram que eu falava antes de fazer qualquer coisa. Eu não fazia isso. Eu fiz as coisas calmamente. Tudo o que eles fazem é falar. Eles disseram que queriam seis corridas nos EUA, por exemplo.”

"Chase tinha ideias preconcebidas sobre o que precisava ser feito. Mas agora ele está a bordo e não é tão fácil como ele pensou. Então eu sinto muito por ele”.

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