Ecclestone reclama de unidades de potência: “Isso não é F1”

Chefe comercial da categoria critica motores híbridos implementados em 2014 e crê ser difícil elaborar solução

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o chefe da categoria, Bernie Ecclestone, criticou duramente as unidades de potência híbridas, concebidas no ano passado. Para o inglês de 85 anos os motores complicaram o campeonato e criaram vários problemas.

As unidades pretendem ir de encontro com a atual busca por fazer com que carros de rua cada vez menos utilizem combustíveis fósseis. Atualmente pelo menos 30% da potência dos carros de F1 é retirada de sistemas híbridos de recuperação de energia cinética e térmica.

 “Quando eu olho para trás na história da F1 digo que este motor que temos agora - esta unidade de potência - criou os maiores problemas que já tivemos”, disse.

“Todos os problemas atuais tivemos imediatamente após este novo motor.”

“Antes, nos anos 70, nós tínhamos apenas dois motores: Ferrari e Cosworth. Acho que estamos voltando para algo semelhante. Ferrari e Mercedes estão controlando o esporte através de seus motores. Fornecem a todas as equipes do paddock. Isso não é F1.”

“Preferiria um motor que fosse um pouco mais simples. O que temos agora é uma excelente peça de engenharia - mas é extremamente caro, por isso alguns fabricantes não podem pagar. E é difícil fazer uma boa unidade. Como eu disse, desejo que seja mais simples.”

“Só que as pessoas que estão bem agora não vão deixar isso acontecer, porque estão seguros.”

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