Economia de combustível não será visível para espectador, defende Alonso

Espanhol prefere não fazer previsões sobre rendimento da Ferrari e alerta para a confiabilidade

Corridas com o freio de mão puxado pela necessidade de poupar combustível e carros se arrastando até o final. Para Fernando Alonso, o cenário pessimista apresentado por alguns especialistas a respeito da nova realidade da Fórmula 1, com um regulamento mais voltado à eficiência e com um consumo mais de 30% menor de gasolina por corrida, é ficção.

Ouvido pelo TotalRace em Melbourne, Austrália, onde se prepara para a primeira prova da temporada, o espanhol não acha que o espectador vai sentir a diferença nas disputas.

“Acho que há um exagero. Sim, teremos de economizar combustível, mas não acho que isso será visível para quem está vendo a corrida. Mesmo economizando dois ou três décimos, você ainda tem de andar rápido.”

Falando sobre a sua Ferrari, equipe pela qual inicia a quinta temporada, o espanhol não se mostrou 100% confiante a respeito da confiabilidade.

“Nos testes, tivemos dias bons e dias ruins – ainda que nossos dias ruins tenham sido melhores do que os de alguns rivais, conseguindo dar 40, 50 voltas enquanto os outros estavam nos boxes. Mas também tivemos problemas. Esperamos que eles tenham sido solucionados. Queremos começar com o pé direito e estamos motivados para isso.”

Apesar da Ferrari estar cotada como a melhor equipe entre aquelas que não utilizam o motor Mercedes, Alonso preferiu não fazer previsões.

“Depois de 14 anos, a resposta é muito fácil: vamos esperar o sábado e o domingo e inclusive as próximas duas ou três corridas para ver se teremos a resposta. Os testes geralmente são muito difíceis de entender e esse foi ainda mais. É impossível saber onde cada um está. Vamos tentar ter um final de semana sem problemas para vermos onde estamos.”
Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Tipo de artigo Últimas notícias