Em livro, Adam Parr acusa pressão de Bernie por sua saída da Williams

Ex-diretor da Williams, publica história em quadrinhos contando os bastidores de sua passagem pela F1

Adam Parr quando estava na Williams

No final de 2011, Adam Parr, então diretor da Williams, era um dos principais entusiastas da troca de Rubens Barrichello por Bruno Senna na equipe inglesa. A substituição realmente aconteceu, o que pareceu fortalecer o dirigente, mas, meses depois, ainda no primeiro semestre de 2012, Parr deixou a equipe, causando estranheza no mundo da F1.

Esta semana, o empresário lançou um livro em quadrinhos, explicando sua saída da Williams. De acordo com sua versão, seu pedido de demissão foi motivado por uma pressão de Bernie Ecclestone, o chefão da categoria. “Certo ou errado, eu pedi demissão quando percebi que Bernie estava pressionando a diretoria da Williams em relação ao Pacto de Concórdia”, disse Parr em entrevista à Reuters. Segundo o dirigente, ele já havia se manifestado contra várias idéias que estavam sendo impostas às equipes médias, como a liberação da venda de chassi, defendida pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo.

“Diante das circunstâncias eu escolhi sair para que a equipe pudesse fazer o melhor acordo possível para ela. A oferta chegou no dia seguinte que a minha demissão foi anunciada”, completou Parr, que não queria a liberação da venda de chassis, pois prejudicaria a Williams, que gasta milhões de euros no desenvolvimento de um chassi próprio e poderia ver outras equipes conseguirem um melhor, com menos gasto.

O livro que conta os bastidores da categoria na versão de Adam Parr chama-se “A Arte da Guerra: cinco anos na F1”. 

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