Em livro, Button compara Ralf Schumacher com “diva”

Campeão de 2009 conta primeiras experiências complicadas com Ralf e Jacques Villeneuve como companheiros de equipe em trechos de novo livro

Ao site inglês Telegraph, Jenson Button revelou alguns trechos de sua autobiografia, "Life To The Limit", que será lançada em nesta quinta-feira (19) na Inglaterra. O britânico relatou suas relações difíceis com os companheiros de equipe Ralf Schumacher e Jacques VIlleneuve.

Confira:

Sobre Ralf Schumacher

 “Eu era um piloto de Fórmula 1 na Williams havia dez segundos. Estava gaguejando, segurando as lágrimas e pensando: ‘tenho que contar a mamãe e ao papai’. Quando, de repente, Ralf entrou no sala, sentou na posição à frente de Frank Williams e puxou seu melhor rosto de diva.

"Eu não vou amanhã se o carro não me estiver esperando", balbuciou.

Eu estava pensando: ‘como assim, você não pode falar com Frank assim’. Mas o equilíbrio de Frank não foi perturbado quando Ralf continuou, dando-lhe sua Mariah Carey.

"Quero dizer. Quero dizer, Frank. Se o carro não estiver esperando fora do hotel para mim, ou se atrasar, eu não vou entrar. Não vou testar."

"’Nós nos certificaremos de que ele esteja lá para você amanhã', disse Frank, e Ralf estava prestes a sair quando Frank acrescentou: "Mais importante, Ralf, eu escolhi Jenson como o segundo piloto."

“Ralf olhou para Frank e depois para mim. ‘Sim, eu sei’, disse ele com ar superior.”

“Se Ralf realmente sabia mesmo ou se estava apenas sendo arrogante, quem pode dizer? De qualquer forma, era uma maneira estranha de começar uma relação com um companheiro de equipe. Ralf sempre pareceu um pouco inseguro para mim, como se tivesse medo de estar sendo usurpado. Ele nunca me tratou como igual, o que pode ter a ver com a minha idade ou a barreira do idioma.”

Sobre Jacques Villeneuve

“A única pessoa que não me queria na BAR quando entrei na equipe em 2003 era Jacques Villeneuve.”

“Na nossa primeira conferência de imprensa, ele foi questionado sobre o que pensava do novo companheiro de equipe. ‘Bem’, ele disse, ‘ele é inexperiente e parece que deveria estar em uma boyband’. Esse tipo de hostilidade aberta me derrubou.”

“Depois disso, Jacques não falou comigo. Ele nem sequer olhava para mim. Se nos passássemos no paddock, ele encontraria algo interessante para olhar na direção oposta.”

“Na primeira corrida da temporada, na Austrália, ele deveria fazer seu pit stop na volta 30 e eu em 31. No entanto, Jacques havia economizado um pouco de combustível no primeiro período da corrida e não entrou antes, mesmo com o time o chamando. Em vez disso, ele entrou deliberadamente na volta 31, sabendo que eu não seria capaz de ir além da volta 31 e que não teria escolha senão ficar atrás dele.”

“Por que ele fez isso? Em parte jogos mentais, em parte porque queria me vencer. Mas foi uma decisão idiota. E para um piloto de sua qualidade, bastante incompreensível. Ele poderia não estar querendo que o sei-lá-quem do Westlife chegasse para vencê-lo. Mas, como ex-campeão do mundo, ele deveria ter entendido a importância de manter o time à frente. E, com aquele ato de petulância, ele jogou todos contra ele.”

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