Em "pista incomum", Rosberg teme por falta de ultrapassagens

Alemão revela que baixa degradação de pneus pode dificultar a classificação e as disputas no domingo

Uma pista incomum. E que demanda uma abordagem igualmente fora do normal. Essa é a avaliação de Nico Rosberg após o primeiro dia de treinos livres para a estreia do GP da Rússia, em Sochi. O vice-líder do campeonato, que ficou quase um segundo atrás do companheiro Lewis Hamilton na sexta-feira, minimizou o resultado e explicou que utilizou um acerto diferente.

[publicidade] “É uma nova pista, com novos desafios. O asfalto é muito liso e isso faz com que os pneus se comportem de uma maneira completamente diferente, então tive de adaptar muita coisa. Foi um ótimo dia em termos de engenharia, mas tentei algumas coisas no meu carro – uma decisão que tomamos como equipe – que não funcionaram. Eu cara tenta algo, o outro tenta hoje, e isso explica muito da diferença.”

Rosberg acredita que a baixa degradação, além de fazer com que os pilotos completem a corrida com apenas uma parada nos boxes, vai interferir na classificação e nas ultrapassagens.

“A classificação pode ser incomum porque pode ser que precisemos de mais voltas para aquecer o pneu, mas veremos como os carros vão evoluir. Outra questão é que os pneus praticamente não se desgastam, e precisamos de degradação para ultrapassar, então pode ser que se torne difícil ultrapassar na corrida”, avaliou.

“Não é uma pista fácil de acertar de primeira, acho que todos tiveram de ir aumentando a confiança aos poucos. É sempre diferente do simulador, pois o simulador é um computador, não é a vida de verdade.”

Mesmo com as dúvidas em relação à estreia russa, Rosberg ainda acredita que o desempenho de Hamilton na sexta-feira seja um bom indício para a Mercedes.

“Não sei se a McLaren será uma ameaça. Lewis foi muito rápido, então espero que nós ainda tenhamos o carro mais rápido aqui. A pista evoluiu muito ao longo do dia, mas de qualquer maneira foi tudo muito único, diferente de qualquer outra pista neste ano, em termos de como os pneus funcionaram. Será um desafio muito interessante do ponto de vista da engenharia.”
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