Engenheiros de McLaren e Red Bull defendem pneus Pirelli

Para Sam Michael e Adrian Newey, borracha sempre foi determinante: a diferença nesta temporada é a competitividade

Os pneus Pirelli fizeram sua reestreia em 2011

Eles são apontados por muitos como os responsáveis pela série de surpresas que marcaram o início do campeonato. Porém, para os engenheiros da F-1, os pneus continuam tendo o mesmo papel de sempre. O que mudou foi o nível de competitividade entre os carros, fazendo com que a mínima variação na borracha derrube alguns e promova outros a cada GP.

“Os pneus sempre foram muito sensíveis”, garante o diretor técnico da McLaren, Sam Michael. “No momento, temos um grid muito próximo devido ao regulamento técnico e se você ver às vezes são 15 pilotos dentro de um segundo. Então, se você tem uma pequena variação na aderência, o normal seria que um perder cinco ou seis décimos fizesse cair uma ou duas posições, mas agora seriam dez.”

Para o engenheiro, mesmo a questão da variação de rendimento em função da temperatura não é novidade.

“Os pneus têm sido muito sensíveis à temperatura há vários anos, então acho que isso só está aparecendo no momento pela competitividade do grid. Você paga muito mais caro se sair dessa janela de funcionamento.”

O projetista da Red Bull, Adrian Newey, segue na mesma linha. Para o inglês, esse tipo de pneu que sofre maior desgaste traz a F-1 de volta aos anos 1980, quando economizar também era importante.

“Esses pneus são claramente diferentes dos Michelin e os Bridgestone. Não diria que melhores ou piores, apenas diferentes, trazendo vários desafios que eu considero bom de diversas maneiras. Quando havia a guerra de pneus, a corrida virou uma sessão de voltas de classificação, sem os pilotos tendo de se preocupar com desgaste. Já nos anos 80, o tipo de habilidade requerida era diferente e tínhamos o Prost, que era chamado de professor por como ele lidava com isso.”

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