Entenda por que um carro pode ser bom de treino e ruim de corrida

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Entenda por que um carro pode ser bom de treino e ruim de corrida
19 de mar de 2013 18:32

Ricardo Penteado explica que a combinação entre as qualidades do piloto e do bólido moldam diferenças de ritmo

O GP da Austrália mostrou uma realidade que comum na Fórmula 1 atual: há carros que se sobressaem em uma volta rápida e outros que rendem mais na corrida. Em Melbourne, ficou claro que Red Bull e Mercedes estão no primeiro grupo e Lotus e Ferrari estão no segundo.

O engenheiro-chefe dos motores Renault na Lotus, Ricardo Penteado, explicou que essa variação não é simples de ser equilibrada pois depende de vários fatores. “Depende muito do carro e do piloto. Por exemplo, o talento máximo do Kimi é na corrida. Ele tem uma noção espetacular para ultrapassar, para colocar o carro dele de forma a não entrar em contato com alguém na largada e para saber quando tirar o pé – o que é importante em situações como a da Austrália [pela estratégia de duas paradas e a preocupação com o desgaste de pneus].”

O brasileiro, que trabalha com o finlandês na Lotus, e já acompanhou de perto pilotos como Fernando Alonso e Robert Kubica, na época em que o time se chamava Renault, acredita que Kimi não é tão eficiente aos sábados. “Em contrapartida, em classificação, ele não é tão preciso quanto o Vettel, o Fernando ou o Kubica na utilização do motor e dos outros sistemas do carro. Então, ele perde alguns centésimos. A gente consegue ver a diferença.”

Penteado explica ainda que as características do carro são partes importantse nesta variação de performance. “Em relação ao carro, depende muito do desgaste de pneu e da tração. O fator principal é a geometria da parte traseira do carro. Quando ele pula na pista ou quando está em curva, a geometria muda bastante, e a diferença está em como os pneus estão em relação ao solo nestas condições. Isso acaba aparecendo mais na corrida, até porque o efeito do combustível vai mudar a altura do carro e afetará a performance.”

“Como tudo na Fórmula 1, é um conjunto de coisas. É o piloto saber trabalhar com o carro, é a geometria da tração, a utilização do motor por parte do piloto... tudo junto.”

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