Ex-chefão da FIA ataca equipes ricas: “F1 está cara demais”

Para Max Mosley, equipes ricas não querem que as menos ricas se tornem competitivas

Em uma semana marcada pela rejeição ao projeto de motores alternativos para a Fórmula 1 em 2017, o ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, atacou as equipes ricas pela resistência em equiparar os custos em relação às menores. Para Mosley, a categoria está “demasiadamente cara”.  

"Existem apenas duas ou três equipes que podem realmente se dar ao luxo de gastar o dinheiro que está sendo gasto agora", disse Mosley a um programada da emissora britânica BBC.

"Os outros vão ou estão na iminência de ter de parar ou em muita desvantagem por não terem dinheiro suficiente. Eu realmente não vejo como alguém pode lidar com isso até que esses problemas sejam resolvidos", completou.

Na avaliação de Mosley, um teto de gastos faria com que o engenheiro mais inteligente, e não o mais rico, se sobressaísse na Fórmula 1.  "As equipes ricas não querem que as menos ricas se tornem competitivas", arrematou.

Com o veto da comissão à introdução de um “motor padrão” na categoria, apoiada pela pressão das grandes montadoras, a FIA e o chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, deram um prazo até 15 de janeiro para a apresentação de um projeto de redução de custos.

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