Ex-Fórmula 1 critica excesso de segurança: "É uma piada"

Para Anthony Davidson, hoje no Mundial de Endurance, pilotos podem errar sem sofrer consequências

Ex-piloto da Super Aguri na Fórmula 1 e sobrevivente de um acidente impressionante nas 24 Horas de Le Mans em 2012, Anthony Davidson criticou durante a busca por segurança nas pistas atuais, especialmente as usadas na F-1. Para o britânico, os excessos descaracterizam o esporte e acabam incentivando pilotos a andarem de forma perigosa.

Atualmente competindo pela equipe de fábrica da Toyota no Mundial de Endurance, Davidson acha que o medo faz parte do esporte. “Sinto que um piloto deve ser desafiado e punido por seus erros. O que faz as pessoas seguirem o esporte é o perigo, pois os pilotos deveriam ser heróis. Não queremos ver fãs machucados ou pilotos mortos, mas os pilotos têm de ser punidos. Nos circuitos modernos, é patético vê-los escapando da pista sem que nada aconteça”, disse em entrevista ao The Guardian.

Davidson se refere às amplas e asfaltadas áreas de escape, que não trazem consequências aos pilotos que cometem erros. Com as britas de antigamente – substituídas por questões de segurança – o piloto acabaria preso ou perderia muito tempo.

“A FIA fez um trabalho incrível quando você pensa em como as coisas eram nos anos 1960 e 1970 e os carros estão mais rápidos do que nunca. O problema é que, quanto mais seguros os circuitos se tornam, mas temerária é a pilotagem. Hoje há pouco respeito em relação à segurança dentro da pista. Eles sentem que podem bater rodas na reta porque os carros são muito seguros – essa crença leva a essa pilotagem maluca e sem limites que estamos vendo”, defende. “Deve haver um compromisso em relação à segurança, mas acho que fomos longe demais. Como piloto, você tem de viver com o fato de que pode morrer. Caso contrário só vamos brincar com jogos de computador.”

 

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