Expansão da F-1 faz com que pilotos "da casa" sejam raridade

Em apenas cinco das 19 etapas do campeonato a torcida terá um compatriota entre os 22 pilotos do grid

A falta de pilotos de países tradicionais do automobilismo, como Itália e Japão, combinada com a busca por novos mercados, como Coreia, Índia e até o retorno aos Estados Unidos gerou uma estatística curiosa nesta temporada da Fórmula 1: apenas cinco dos 19 GPs terão pilotos da casa. Ou seja, somente os dois australianos, os quatro alemães, quatro britânicos e os únicos representantes de Brasil e Espanha correrão diante de sua torcida.

“Nos anos 80 e 90, os pilotos eram uma parte importante do esporte. Eles ainda são hoje, mas temos menos opções para ir aos lugares convencionais”, aponta o australiano Mark Webber. “Temos de aceitar ir a lugares que querem ter o GP por aspectos políticos e econômicos e isso nos afasta dos países que têm pilotos no grid.”

Felipe Massa, por sua vez, acha que o dado mostra uma tentativa de expansão. “Estamos indo a lugares em que a F-1 não é conhecida e, com nossa presença, o esporte começa a ser visto.”

Porém, para o francês Romain Grosjean, isso não faz muito sentido. Mesmo sem um GP na França desde 2008, o número de compatriotas vem crescendo no grid. “Acho mais normal primeiro ter os pilotos e depois o GP do que o contrário – e não vejo a volta do GP da França ocorrendo em um futuro próximo”, admite.

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