F1 se concentra em três fatores técnicos para definir futuro

Grupo de especialistas analisará impacto técnico de aerodinâmica, motor e suspensão, além de outros fatores extra-pista

O grupo de especialistas encarregados em moldar a direção do futuro da F1 estão focados em melhorar três áreas de performance dos carros: aerodinâmica, motores e suspensão.

A F1 pretende impulsionar sua audiência e aumentar o relacionamento com fãs ao melhorar o espetáculo, sendo que, para isso, Ross Brawn, diretor esportivo da categoria, estabeleceu um grupo de especialistas que conta com a participação de Pat Symonds.

O foco está no regulamento técnico, sendo que o grupo traçou três áreas de diferenciação importantes em termos de performance.

“Estamos de olho no regulamento técnico e esportivo”, disse Symonds. “Precisamos usar a pesquisa de audiência para verificar cada mudança que queremos fazer. Agora, decidimos quais são os fatores de diferenciação de performance.”

“O regulamento técnico da F1 é dividido em 21 seções. Enquanto analisamos essas seções, pudemos ver que algumas delas não eram muito relevantes ao espetáculo. Então, decidimos o que queríamos fazer era algo técnico, tendo três diferenciadores de performance.”

“Esses seriam a aerodinâmica – é interessante para muitas pessoas e ninguém poderia escrever as regras e não citá-la como um diferenciador de performance, então nós estabelecemos que isso é uma coisa que importa.”

“Igualmente, a unidade de potência. Para as fabricantes envolvidas na F1, é importante para elas. É interessante para os fãs, então vamos torná-las um diferenciador de performance.”

“E, enfim, a suspensão – e, com isso, me refiro à forma com que tratamos os pneus, a forma com que as equipes usam os pneus. Esses são três itens de diferenciação técnica que queremos ver.”

“Haverá outros – pilotos, pitstops, membros do pit, estratégia. Mas esses são os três itens técnicos nos quais iremos nos concentrar.”

A equipe também está de olho em outros aspectos que devem ser abordados, como custos e previsibilidade.

“Precisamos olhar os custos. Os custos torna difícil para aqueles que estão mais abaixo no pelotão causar uma impressão nos líderes”, acrescentou.

“Queremos nos livrar da previsibilidade. Nas últimas décadas, a pior coisa nas corridas tem sido que o resultado é previsível.”

“Tivemos um pouco disso com o domínio da Mercedes. Em alguns outros anos, não sabíamos qual piloto iria vencer. Queremos olhar o espetáculo, o apelo visual. Queremos reconhecer o papel do piloto.”

“Precisamos olhar para o problema da audiência ao vivo e a audiência de TV, já que há pré-requisitos diferentes entre elas. E temos de olhar a experiência em um fim de semana de corrida. Não é suficiente pensar somente no que acontece no domingo.”

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