Ferrari e Red Bull anunciam saída da associação de equipes

Em comunicado, equipe italiana sugere que falta de clareza de acordo de restrição de gastos é o motivo do racha da FOTA

A FOTA foi criada em 2008

Ferrari e Red Bull anunciaram que deixaram a Associação das Equipes de F-1 (FOTA, em inglês). Ambas as equipes afirmaram que seguem interessadas no corte de gastos que a entidade vinha promovendo.

"A Red Bull Racing pode confirmar que deixou a FOTA. A equipe continuará comprometida a encontrar uma solução para o corte de gastos na F-1."

De acordo com comunicado da equipe de Maranello, foi uma decisão difícil tomada após as questões que o time entendia como centrais para a entidade foram deixadas de lado. 

“Alguns dos maiores feito da associação durante estes anos, em conjunto com a FIA, foi na redução de gastos, o que beneficiou a todos. A Ferrari estava na linha de frente nesta área, mesmo antes do nascimento da FOTA, e pretende continuar nessa rota.”

Segundo o comunicado, a Ferrari continuará trabalhando junto das demais equipes para tornar o atual acordo de restrição de gastos mais eficiente, “tornando-o mais estrito em áreas chave como aerodinâmica, testes e áreas que ainda não estão cobertas, como motores.”

Com exceção da Hispania, todas as demais equipes fazem parte da associação, comandada pelo chefe da McLaren Martin Whitmarsh.

A FOTA foi criada durante a temporada de 2008 e é uma das tentativas de gerar uma unidade entre as equipes e defender seus interesses perante a federação (FIA) e a detentora dos direitos comerciais da categoria (FOM).

A associação vinha em crise devido ao acordo de redução de gastos, que prevê cortes anuais nas despesas das equipes e vinha desagradando alguns membros por sua falta de clareza em determinados pontos, como na não inclusão de motores e Kers.

Em entrevista publicada ontem pelo site da F-1, o consultor da Red Bull, Helmut Marko, havia criticado o RRA.

“Nossa visão é que, como os motores e o Kers não fazem parte do acordo de restrição de gastos, é o caso de adotar os parâmetros precisos. A ideia de gastar menos é o certo, mas punir a Red Bull do lado aerodinâmico enquanto motor e Kers não fazem parte do acordo é difícil de aceitar”

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