FIA simula acidente de Alonso no GP da Austrália com Halo

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Um dos acidentes mais impressionantes da carreira de espanhol foi analisado pela entidade com polêmico dispositivo de segurança

Testes intensivos do Halo dentro e fora da pista foram concluídos no segundo semestre do ano passado, com todos os pilotos utilizando o dispositivo e dando o feedback.

A FIA já disse que alguma forma de proteção do cockpit para a cabeça dos pilotos será introduzida em 2018, com o Halo se tornando a opção preferida.

Fernando Alonso saiu ileso de seu acidente em Melbourne, no ano passado, quando seu carro aterrissou de cabeça para baixo, depois de passar em alta velocidade na brita da curva 3, após contato com Esteban Gutierrez.

Laurent Mekies, vice-diretor de corridas e segurança da FIA, disse que o acidente de Alonso foi analisado como parte do programa de pesquisa da entidade.

"Analisamos especificamente este acidente quando fizemos o estudo do Halo", disse ele.

"Nós vimos como o carro aterrissou, mas a pergunta principal era o que acontece se o piloto precisasse sair."

"A resposta está em duas partes: a primeira é que os procedimentos indicam que os comissários precisam desvirar o carro."

"Aceitamos que se o piloto se sentir bem, nunca vai esperar por isso, ele vai tentar sair."

"Colocamos um chassi de cabeça para baixo com o Halo, colocamos Andy Mellor [consultor do Instituto Global de Segurança de Esporto a Motor] com o pior cenário possível e pedimos a ele para sair exatamente na posição que Fernando estava e incrivelmente ele conseguiu sair."

"Então sentimos nesse caso, que o Halo realmente cria um espaço útil para o piloto."

"Quando mostramos isso aos pilotos, eles não ficaram impressionados com a velocidade de Andy para sair do carro."

"Eles realmente pediram para testar antes que o Halo seja introduzido, então um dia eles vão receber este treinamento."

Enquanto o projeto do Halo foi concluído, Mekies diz que cabe aos chefes da F1 observar se o dispositivo será implementado ou se deve seguir para uma opção alternativa.

"Concluímos o projeto do Halo", disse ele. "Foi um dos nossos projetos de pesquisa mais intensos."

"No que diz respeito ao trabalho de engenharia, está completo."

"Agora há mais discussões filosóficas acontecendo entre os donos do esporte, pilotos, a FIA e as equipes para entender o que é certo para a F1 e para monopostos ou se precisamos de algo um pouco diferente."

"Portanto, ainda estamos em um bom caminho para a implantação em 2018."

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