Fittipaldi: "Será bem melhor daqui para frente para os brasileiros"

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Fittipaldi:
18 de mai de 2012 09:21

Emerson destaca melhora da Williams e da Ferrari após GP da Espanha e aponta a Lotus como grande surpresa do Mundial

Emerson Fittipaldi

Ao invés de focar na diferença entre os pilotos brasileiros e seus companheiros no GP da Espanha, Emerson Fittipaldi prefere olhar o copo meio cheio. Para o bicampeão da F-1, a melhora que Williams e Ferrari mostraram em Barcelona serve para empurrar Bruno Senna e Felipe Massa.

“Acho que a Williams melhorou e a Ferrari também cresceu muito. Para os brasileiros, tanto o Bruno, quanto o Felipe, acho que vai ser bem melhor daqui para frente, porque os carros estão bem melhores se mostrarem o que mostraram na última corrida”, afirmou Emmo em entrevista ao TotalRace.

“Acho que o Felipe, não nesta corrida, mas nas anteriores, mostrou que está melhorando muito e está se adaptando melhor aos pneus Pirelli, ao estilo do carro e de pilotagem. E o Bruno foi infeliz nessa prova de classificação – na verdade, os dois. Se eles tivesse se classificado mais para frente andariam bem, porque o carro está bem.”

Fittipaldi espera que Senna se recupere já na próxima semana, no GP de Mônaco, pista na qual tem um bom histórico. “Em Mônaco, 90% do resultado é classificação. O Bruno já ganhou de GP2 e pode nos surpreender. Ele é muito rápido e mostrou isso no Brasil ano passado, quando se classificou em oitavo. Então, se tiver as condições certas para o Bruno, ele pode nos surpreender.”

Por falar em surpresa, o bicampeão afirmou que não esperava uma corrida tão madura do companheiro de Senna, Pastor Maldonado, como a que lhe deu a vitória na Espanha.

“O Maldonado tem um histórico muito forte na GP2. Ele correu, se não me engano, quatro temporadas,  o que deu uma experiência muito grande. Ele é rápido, arrojado, mas fiquei impressionado que, com toda a pressão do Fernando [Alonso] e até do Kimi nas últimas voltas ele se manteve bem firme e acho que mostrou que tem estrutura para ganhar um GP. E, quando você ganha, isso cria uma autoconfiança. Isso é importante para ele.”

Depois de acompanhar de perto o trabalho feito pelo governo venezuelano para apoiar o esporte a motor do país, Emerson acredita que tal iniciativa deveria ser copiada pelo Brasil.

“Acho que foi espetacular para a Venezuela ter um piloto vencedor. Eu estive fazendo um evento com a Chevrolet no fim do ano passado lá e Maldonado, já é a esperança do país. Acho que o trabalho de ajuda do governo para criar campeões é espetacular e acho que deveríamos olhar o que eles estão fazendo. É desde o kart até a F-1, o que abre portas, algo que precisávamos fazer também no Brasil.”

Campeão do mundo pela Lotus de Colin Chapman em 1972, Fittipaldi acredita que a equipe possa incomodar no campeonato, principalmente tendo a bordo Kimi Raikkonen, cuja rápida readaptação o impressionou.

“Vejo a equipe Lotus como a mais constante. Se você pensar nas classificações do Kimi [Raikkonen] desde a Austrália até o fim de semana passado, ele está sempre entre os primeiros. E o Kimi até me surpreendeu, voltando e sendo tão competitivo desde a primeira corrida. Por coincidência, estava nos primeiros testes em fevereiro em Norwich, na fábrica da Lotus, com o Danny Bahar, que é o novo presidente da montadora, e ele andou muito rápido de cara. Acho que é a equipe que vai surpreender todo mundo.”

Outra equipe que vem crescendo, para o ex-piloto e empresário, é a Williams. Para Fittipaldi, a F-1 sempre viveu ciclos e estamos assistindo a uma mudança na relação de forças.

“A história da Williams é muito forte. Existe sempre o ciclo das equipes. Algumas conseguem se manter no topo durante três ou quatro anos e depois caem. Até o exemplo da Red Bull, para a qual vejo uma grande dificuldade agora de ser constante. A Red Bull teve uma corrida muito boa [no Bahrein] mas o carro é inconstante.”

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