Grid girls criticam banimento da atividade na F1

Segundo profissionais do meio, encerramento será prejudicial para a sobrevivência de agências e modelos

A medida anunciada pela Fórmula 1 na última quarta-feira, de proibir o uso das grid girls nos eventos daqui para frente, mexeu de maneira negativa com o cenário de várias pessoas que viviam disso e trabalhavam no campeonato.

Charlotte Gash, que atuou como grid girl apesar de também exercer outra atividade na vida profissional, diz que está "desapontada" com a decisão da F1.

"É ruim e estou bastante chateada que a F1 tenha cedido a uma minoria para ser politicamente correta", disse Gash à BBC.

"Eu sou uma das sortudas que não tinha isso como fonte principal de renda, mas há garotas que tinham isso como primeiro trabalho.”

"Eu sei que as grid girls estão lá para parecer lindas quando estão no grid, mas minha função era interagir com os fãs e nós estávamos lá como um anúncio para os patrocinadores. Nós adoramos fazer isso, e não queremos que este trabalho seja tirado de nós."

Ex-grid girl e agora dona de uma agência que fornece garotas a eventos promocionais, Caroline Hall também criticou a medida da F1.

"Eu acho triste que eles tenham tomado medidas tão extremas rapidamente”, falou.

“Eu acho que eles poderiam ter analisado maneiras de tornar o papel mais alinhado com os tempos modernos em vez de destruí-lo por completo. Eles poderiam ter promovido algo mais igual entre os sexos nessa atividade.”

"A questão é: no que as pessoas estão sendo ofendidas? Eles estão ofendidos pela atividade, de que há alguém parado com patrocinadores nas roupas, ou com o fato de que são só mulheres que fazem isso?"

 
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