Hamilton critica regulamento técnico de 2018: “Uma droga”

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Hamilton critica regulamento técnico de 2018: “Uma droga”
14 de nov de 2017 10:26

Tetracampeão diz que carros serão como “ônibus” e prevê que ajuste nas regras fará com que pilotos não acelerem ao máximo

Lewis Hamilton, Mercedes-Benz F1 W08
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1
Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 and Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1, in Parc Ferme after the race
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1, meets some guests of the Mercedes team
Lewis Hamilton, Mercedes-Benz F1 W08

Lewis Hamilton se mostrou contrário às mudanças no regulamento técnico para a temporada de 2018 da F1, já que acredita que as novidades não irão melhorar o espetáculo nem para os pilotos, nem para o público.

Para o ano que vem, as regras de motores sofrerão um ajuste: cada carro poderá contar com apenas três unidades de potência, uma a menos que 2017, sendo que a próxima temporada terá uma corrida a mais.

Isso virá junto com a introdução do halo, que fará com que o peso mínimo do carro aumente em 5 kg (de 728 para 733), o que consistirá nos veículos mais pesados de toda a história da F1.

“Eu não gosto da ideia de irmos para três [motores]. Isso é uma droga. Estamos sentindo falta de acelerar fundo na F1”, disse Hamilton, segundo o site da emissora inglesa BBC.

“O carro irá parecer um ônibus no próximo ano. Será pesado demais, como um carro da Nascar. A distância de frenagem será maior, os freios sempre estarão quentes, no limite.”

“Sei que parece negativo, mas, como um piloto, queremos carros rápidos, ágeis, onde podemos sempre atacar, em todas as voltas. Infelizmente não é o que temos.”

“Se você olhar para os caras da frente, eles estão administrando. Não acho que isso seja empolgante para as pessoas que estão assistindo. Se você olhar para as corridas mais empolgantes, especialmente quando chove, não temos essas limitações. E não acho que reduzir os motores ajude a ir nessa direção”, completou.

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