Honda: problemas de confiabilidade ainda persistem

Japoneses admitem que ainda não atingiram os níveis de confiabilidade desejados antes da abertura do campeonato na Austrália

A pré-temporada 2016 da Fórmula 1 tem sido mais calma para a McLaren, que tem conseguido completar mais voltas na primeira bateria de testes em Barcelona sem enfrentar grandes problemas. Em 2015, o time mal andou na pré-temporada passada e enfrentou uma série de problemas durante o ano, com a falta de potência e de confiabilidade dos motores Honda.

Embora tenha havido progressos na redução do déficit de potência, as primeiras sessões sugerem que mais melhorias são necessárias para que a Honda consiga fazer frente à Mercedes. Além do trabalho na parte da potência, a fabricante tem sido alvo de especulações de que o novo motor ainda possui problemas de confiabilidade.

Nesta quarta-feira (24), no entanto, Jenson Button teve que interromper os trabalhos devido a um problema hidráulico, que causou um pequeno incêndio.

O novo chefe da Honda na F1, Yusuke Hasegawa, falou após o problema enfrentado por Button, reconhecendo que a confiabilidade ainda é uma das principais áreas que precisam de avanços, além de outras partes da unidade de potência que ainda necessitam de ajustes.

"Em linhas gerais, checamos a confiabilidade no dinamômetro - lá, já rodamos quatro mil quilômetros. Mas, evidentemente, temos que checar isso na pista, colocando o motor no carro", disse.

"Confiabilidade é uma das coisas importantes em que trabalhamos para melhorar do ano passado para este. Mas, como eu disse, ainda temos pequenos problemas em algumas partes, então precisamos revisar isto para que tudo esteja certo na hora da corrida", afirmou.

Quando questionado se estava satisfeito com a quilometragem adquirida nesta semana, Hasegawa se mostrou satisfeito com o progresso apresentado, mas quer mais. "Do ponto de vista operacional, estou definitivamente satisfeito. Ontem, demos mais de 100 voltas. Mas até os 4000 km há um longo caminho."

Espera-se que a Honda utilize uma nova especificação da unidade de potência na segunda bateria de testes -  uma versão mais próxima da que deve ser homologada para a abertura da temporada, em Melbourne.

Perguntado pelo Motorsport.com sobre o quanto a Honda havia se aproximado da Mercedes, Hasegawa reconheceu que os alemães ainda estão à frente. "Não sabemos exatamente em que nível estamos, mas creio que eles ainda possuem uma vantagem. Precisamos seguir nos esforçando", completou.

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